(clicar sobre o cartaz para AMPLIAR)
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sábado, 7 de junho de 2014
Festas em Honra de Santa Leocádia e S. Bento
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Santa Leocádia & S. Bento
sexta-feira, 19 de julho de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
2º Festival de migas e peixes do rio da Foz do Sabor
(clicar sobre o cartaz para AMPLIAR)
O Festival
das Migas e do Peixe do Rio realiza-se nos próximos dias 19, 20 e 21 de Julho, em Torre de Moncorvo. Nesta edição os visitantes
podem provar as tradicionais migas e os peixes do rio nos restaurantes típicos
da Foz do Sabor mas também nos restaurantes da vila. Aderiam ao festival 6
restaurantes, entre eles o Café Lameirinho, Café Primavera, Churrasqueira o
Cordeiro, Restaurante as Piscinas, Restaurante o Pingo e Taberna do Carró.
A animação
do Festival decorre na Praia Fluvial da Foz
do Sabor, no dia 19 de Julho, pelas 22h00, realiza-se uma noite de Fados e
no dia 20 de Julho a animação fica a cargo do artista Ruizinho de Penacova. No
dia 21 de Julho, pelas 15h00, tem lugar o Encontro de Bandas Filarmónicas do
Douro Superior, que conta com participação da Banda Filarmónica de Felgar, da
Banda Filarmónica de Freixo de Espada à Cinta e da Banda Filarmónica de
Carviçais.
A iniciativa
é da Associação de Comerciantes e Industriais do Concelho de Moncorvo (ACIM) em
parceria com o Município de Torre de Moncorvo.
Uma
oportunidade para visitar a região e aproveitar para saborear os tradicionais
pratos confecionados com o peixe do rio.
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Gastronomia,
Peixes do rio,
Torre de Moncorvo
terça-feira, 16 de julho de 2013
domingo, 14 de julho de 2013
Festa do Castedo (Torre de Moncorvo)
(clicar sobre o cartaz para o AMPLIAR)
Nota: em tempo de festividades de Verão, agradecemos que nos façam chegar os cartazes das festas das vossas freguesias para divulgação aqui no blogue (é grátis!) - aproveitamos apenas para alertar: cuidado com os foguetes!!
terça-feira, 11 de junho de 2013
Festa de Santa Leocádia - alguns momentos
Para os que não puderam estar presentes, aqui ficam alguns momentos da festa de S. Bento e Santa Leocádia, captadas ontem, dia 10 de Junho (clicar sobre as fotos para as AMPLIAR):
Vista geral da vila de Torre de Moncorvo, a partir do miradouro de Stª. Leocádia/S.Bento.
Momento da procissão, entre as capelas de S. Lourenço e Stª Leocádia.
Vista geral do terreiro das festividades
Missa campal, pelo Sr. Cónego João Barros, coadjuvado pelos Escuteiros de Moncorvo.
Fanfarra dos Bombeiros Voluntários, antes da sua vistosa actuação.
Dança aeróbica animada pela profª. Paula Couraceiro, com participação de jovens da Fundação Meireles.
Tuna popular da Lousa, preparando-se para a sua brilhante actuação.
Outro momento musical pelo já famoso Grupo de Cavaquinhos da Escola Sabor-Artes.
E a vez do Coro Infantil da Escola Sabor-Artes, também muito afinadinhos.
Panorâmica do recinto, ao fim de um dia bem passado...
As nossas felicitações à Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo e outras entidades apoiantes, além dos moncorvenses em geral, por manterem vivas as tradições e fomentando as Artes e a qualidade de vida, apesar do cizentismo dos tempos...
Fotos: N.Campos
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Festas de Santa Leocádia e de Santo Cristo
Realizam-se já neste fim de semana (dias 8,9 e 10 de Junho) as festividades em honra do Divino Santo Cristo, promovida pelos moradores deste bairro, assim como a festa de Santa Leocádia e S. Bento, organizada pela Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo.
Como não dispomos do cartaz do primeiro dos evento, aqui fica o da Santa Leocádia:
Como não dispomos do cartaz do primeiro dos evento, aqui fica o da Santa Leocádia:
(clicar sobre o cartaz para o AMPLIAR)
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
domingo, 19 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
Festa do Felgar (Senhora do Amparo) a decorrer este fim de semana!
Aponte já na sua agenda: de 17 a 20 de Agosto - decorrem as festividades em honra de Nossa Senhora do Amparo do Felgar.
Nota: agradecemos às comissões de Festas do concelho de Torre de Moncorvo que nos façam chegar os cartazes respectivos (em formatos jpeg ou tiff), para divulgação (gratuita). Basta enviar os ficheiros para o e-mail do blogue: memcorvo@gmail.com
Nota: agradecemos às comissões de Festas do concelho de Torre de Moncorvo que nos façam chegar os cartazes respectivos (em formatos jpeg ou tiff), para divulgação (gratuita). Basta enviar os ficheiros para o e-mail do blogue: memcorvo@gmail.com
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N. Sª. do Amparo
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
A vila em dia de festa - 2012
15 de Agosto, dia de Nossa Senhora da Assunção, padroeira de Torre de Moncorvo. A vila engalanou-se para a celebração da Festa e para (tentar) esquecer a crise. Nesse dia, julgamos que não se falou disso. Tempo de reencontro de amigos e familiares, de regresso, ainda que temporário, de emigrantes (sejam os que estão lá fora, na estranja, sejam os que as circunstâncias levaram até às urbes litorenhas), tempo de lazer, de beber, de convívio. Mas ainda houve lugar à devoção, porque sem a tradicional procissão a festa não seria a mesma coisa.
Aqui fica o registo, como habitualmente, deste evento, a partir de um ângulo da Praça (clicar 2 vezes sobre as fotos, para AUMENTAR):
Momento ainda de espera...
Alto! já lá vêm os cavalos (e cavaleiros)...
Os outros Santinhos já passaram, mas não podíamos deixar de registar o Santo Isidro da Portela (protector dos lavradores da Vilariça)
Ah... parece que foi uma estreia: o Santo Huberto de Sequeiros, patrono dos caçadores, que trouxe gaiolas de perdizes, e o resto da fauna em cartazes...
Destaque para a Padroeira da vila, a fechar o cortejo...
E logo atrás a Banda Filarmónica de Carviçais...
... tocando com garbo e mestria,
...logo seguida da banda do Felgar, para quando a outra se cansar.
Finalmente o muito povo, celebrando uma vez mais este ritual, rodeando as principais artérias da vila antiga.
Carregadas as baterias da Fé para mais um ano de trabalho e sacrifícios, a Senhora recolheu à igreja matriz, os Santos aos seus altares, e cada um aos seus lares, na esperança que não falte o Pão de cada dia e que se dissipem as tenebrosas nuvens que se acumularam sobre esta Europa, ou, quiçá, sobre esta pouco auspiciosa "aldeia global"...
Txt./Fotos: N.Campos
domingo, 22 de janeiro de 2012
Hoje há festa de S. Sebastião na Corredoura!
Desafiando os séculos, continua a realizar-se em Torre de Moncorvo a festinha de S. Sebastião da Corredoura, sempre por volta do dia 20 de Janeiro (dia consagrado a este mártir cristão).
Depois da missa e procissão da parte da manhã, pela tarde, no adro da capela, realiza-se a tradicional arrematação de produtos da região oferecidos pelos devotos, sobretudo pessoas ligadas ao bairro da Corredoura. A festa é também um pretexto para o convívio e passeio domingueiro.
Entre os acordes musicais, que se prolongarão até à noite, a arrematação vai decorrendo: garrafas e garrafões de vinho, enchidos, bolos, etc.. Noutros tempos eram sobretudo os enchidos, cabritos, borregos, ou espécies cinegéticas.
“São Sebastião (França, 256 d.C. – 286 d.C.) originário de Narbonne e cidadão de Milão, foi um mártir e santo cristão, morto durante a perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano. O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima)” – in Wikipedia, Enciclopédia Livre, “on line”. - Ver mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Sebasti%C3%A3o
Depois da missa e procissão da parte da manhã, pela tarde, no adro da capela, realiza-se a tradicional arrematação de produtos da região oferecidos pelos devotos, sobretudo pessoas ligadas ao bairro da Corredoura. A festa é também um pretexto para o convívio e passeio domingueiro.
Entre os acordes musicais, que se prolongarão até à noite, a arrematação vai decorrendo: garrafas e garrafões de vinho, enchidos, bolos, etc.. Noutros tempos eram sobretudo os enchidos, cabritos, borregos, ou espécies cinegéticas.
“São Sebastião (França, 256 d.C. – 286 d.C.) originário de Narbonne e cidadão de Milão, foi um mártir e santo cristão, morto durante a perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano. O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima)” – in Wikipedia, Enciclopédia Livre, “on line”. - Ver mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Sebasti%C3%A3oEm Portugal o culto de S. Sebastião desenvolveu-se na 2ª. metade do século XVI, e especialmente depois do desaparecimento do rei D. Sebastião em Alcácer Quibir. Era invocado como protector contra a peste e a fome, devendo explicar-se neste contexto a construção da capela da Corredoura, talvez nos finais do século XVI ou inícios de XVII, por iniciativa dos lavradores deste bairro da vila, que sempre foram muito devotos a este Santo. Apesar do progressivo desapareciemnto dos velhos lavradores, os seus descendentes e amigos teimam em manter a festa até aos dias de hoje. Para eles o nosso bem hajam!!
Txt. e fotos de N.Campos
Txt. e fotos de N.Campos
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
NATIVIDADE: “Midwife and Vet”
A história “Midwife and Vet” é a sexta de doze narrativas incluídas no primeiro volume da colecção bilingue “Portuguese Insight” intitulado Tales of Rural Portugal, estando a sua publicação prevista para o início de 2012.
As histórias foram extraídas de Outros Contos da Montanha (2009), de Isabel Mateus, e traduzidas para o inglês por Patrícia Anne Odber de Baubeta, Professora e Directora da Cátedra Gil Vicente na Universidade de Birmingham, Reino Unido.
As estórias seleccionados reflectem aspetos da vida da comunidade rural portuguesa, desde uma época passada a tempos mais recentes, incidindo, em particular, no estatuto da mulher no interior do grupo socialmente institucionalizado sob o modelo do patriarcado.
Com “Midwife and Vet” (A Veterinária-Parteira) deixo-vos a antevisão da universalidade concedida ao nosso Portugal rural e, neste caso, ao tema da Natividade através da excelente tradução inglesa, sempre em busca da apropriação do sentido inicial dos textos em conformidade com as nuances linguísticas inerentes ao respetivo contexto da ruralidade anglo-saxónico. Anteponho-lhe, porém, a síntese em verso que a nova leitura do conto me proporcionou no presente Natal.
Boas Festas!
Natal 2011
A condição da Montanha
Elevada de novo ao Universal:
É a Mulher que expele num grito de dor e alegria
A Vida,
É um Deus-Menino ao natural
A rasgar as suas entranhas
No seu primeiro choro,
É a Eternidade
Expurgada por mãos tentaculares
E embalada no colo Eterno da Veterinária-Parteira.
As histórias foram extraídas de Outros Contos da Montanha (2009), de Isabel Mateus, e traduzidas para o inglês por Patrícia Anne Odber de Baubeta, Professora e Directora da Cátedra Gil Vicente na Universidade de Birmingham, Reino Unido.
As estórias seleccionados reflectem aspetos da vida da comunidade rural portuguesa, desde uma época passada a tempos mais recentes, incidindo, em particular, no estatuto da mulher no interior do grupo socialmente institucionalizado sob o modelo do patriarcado.
Com “Midwife and Vet” (A Veterinária-Parteira) deixo-vos a antevisão da universalidade concedida ao nosso Portugal rural e, neste caso, ao tema da Natividade através da excelente tradução inglesa, sempre em busca da apropriação do sentido inicial dos textos em conformidade com as nuances linguísticas inerentes ao respetivo contexto da ruralidade anglo-saxónico. Anteponho-lhe, porém, a síntese em verso que a nova leitura do conto me proporcionou no presente Natal.
Boas Festas!
Natal 2011
A condição da Montanha
Elevada de novo ao Universal:
É a Mulher que expele num grito de dor e alegria
A Vida,
É um Deus-Menino ao natural
A rasgar as suas entranhas
No seu primeiro choro,
É a Eternidade
Expurgada por mãos tentaculares
E embalada no colo Eterno da Veterinária-Parteira.
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Midwife and Vet
Christmas Eve was coming and a white blanket covered the darkness of Granja, of the land and its dwellers. The table was laid for the Christmas supper and someone was hammering on the door in desperation:
“Ma Grabulha! Ma Grabulha!!
“Come in, whoever you are. The door’s on the latch.”
The child was born without any mishap. Many more than thirty years before she had brought his father into the world, but what was she to do now when the fine linen swaddling clothes had been replaced by disposable nappies and simple little dresses by fiddly, complicated garments?
She attended the birth throughout the night. Now came the most difficult part: washing and dressing the child. At seventy and more, she was no longer fit for adventures like this. Next morning, seeing her come home tired, forehead wrinkled and her expression woeful and pensive at the same time, her granddaughter asked:
“What’s the matter, grandma?”
“Nothing, child. We have another boy child here in Granja. But I still haven’t dealt with him properly. I left him wrapped up beside his mother and came back home. I have to go back in a while, but I don’t know whether I dare try to get him ready.”
She didn’t want to admit defeat, but this time she sensed she was in a quandary. All the marriageable lads and lasses had passed through her hands and, even the heads of the local families. So she had to keep up her reputation for carrying out the task that had been entrusted to her for generations. She couldn’t give way now, just because these were modern times and lots of people were going to the hospital in the town to give birth, or because practically no births were being registered in this village. The truth is, those women who might be her birthing mothers were in Brazil, Africa, France, Germany or even in the Capital, where there were huge maternity hospitals, doctors and specialist nurses.
Seeing how upset she was, her granddaughter wouldn’t let her be.
“I’ll go with you, I’ll get the baby ready.”
“You?”
“Yes, I’ve changed my cousins’ nappies plenty of times and I’ve helped take care of them. There won’t be any problem.”
Although she was apprehensive, the grandmother felt reassured in her granddaughter’s company. When they went in, mother and son were almost asleep.
Nevertheless, it was time to get the child to rights.
The little nine-year-old girl washed the pink flushed body of the newly born infant, still smelling of the birth, in a white enamel basin. Straight away, with easy confidence, she dried him, dressed him and there he was, all ready for life.
“No trouble at all!” she exclaimed, overjoyed.
Her grandmother looked on in amazement. She had given birth six times. She only called from the bed to her mother and mother-in-law, chatting beside the hearth, after her son or daughter had emerged from her belly. She would shout:
“It’s done, you can come over now.”
Wasn’t she the one who said she found it harder to drink a glass of water than give birth to a child? Didn’t she also attend all the female livestock? Didn’t she even carry out little operations, if an animal was born with a defect or contracted some illness? That’s why they called her the veterinarian. Of course, her hands did shake a little now, but for the little girl to have got her out of such a pickle, well that was really saying something.
Well, now that that problem was solved, it just remained to place the child at his mother’s breast. That’s how they did it in her day. But even in this matter, things were no longer what they were. Either the mother didn’t feel strong enough, or the child was not interested in suckling, or because it was the age of the feeding bottle – the baby was bottle fed.
In the meantime, they had to respond to his hungry cries, which were becoming more and more intense.
“Is there a dummy?” the little girl turned to the mother.
“Yes, it’s in the little basket on top of the chest of drawers along with the rest of the baby’s accessories.”
While her granddaughter was heating the water for the powdered milk to be given to the child, the rubber dummy solved the problem and the grandmother could again breathe a sigh of relief. In the days that followed, she could only say:
“If it wasn’t for my granddaughter, I wouldn’t have been up to the job.”
She was, but times had changed. She had done the difficult part of the business, after all. The truth is, from then on, she will no longer have to worry, because her grandchildren, great-grandchildren, relatives and neighbours who are born afterwards, and those who continue to be born, fewer than before, certainly, come into the world in the maternity wards of distant hospitals.
It was with sadness and nostalgia that just a short time ago her granddaughter gave birth to her own daughter in a foreign land, in a strange and somehow hostile atmosphere, without the familiarity of a warm, tender, loving voice. Perhaps if we could carry on being born in the same places as our ancestors, helped by grandmother-midwives, then post partum depression and all the other afflictions caused by loneliness and isolation would cease to exist, or at least be reduced to bearable levels.
Still, I am certain of the happiness and the gains that would result from each generation being able to see their successors exploding into life at the exact time, at the very moment of their birth.
On that Christmas, however, Jesus didn’t just revisit the earth: another Boy Child was reborn in Granja, attended by an old midwife and veterinarian, and warmed by the breath of the whole community.
Translated by Dr. Patricia Odber de Baubeta from Outros Contos da Montanha, Isabel Mateus.
“Ma Grabulha! Ma Grabulha!!
“Come in, whoever you are. The door’s on the latch.”
The child was born without any mishap. Many more than thirty years before she had brought his father into the world, but what was she to do now when the fine linen swaddling clothes had been replaced by disposable nappies and simple little dresses by fiddly, complicated garments?
She attended the birth throughout the night. Now came the most difficult part: washing and dressing the child. At seventy and more, she was no longer fit for adventures like this. Next morning, seeing her come home tired, forehead wrinkled and her expression woeful and pensive at the same time, her granddaughter asked:
“What’s the matter, grandma?”
“Nothing, child. We have another boy child here in Granja. But I still haven’t dealt with him properly. I left him wrapped up beside his mother and came back home. I have to go back in a while, but I don’t know whether I dare try to get him ready.”
She didn’t want to admit defeat, but this time she sensed she was in a quandary. All the marriageable lads and lasses had passed through her hands and, even the heads of the local families. So she had to keep up her reputation for carrying out the task that had been entrusted to her for generations. She couldn’t give way now, just because these were modern times and lots of people were going to the hospital in the town to give birth, or because practically no births were being registered in this village. The truth is, those women who might be her birthing mothers were in Brazil, Africa, France, Germany or even in the Capital, where there were huge maternity hospitals, doctors and specialist nurses.
Seeing how upset she was, her granddaughter wouldn’t let her be.
“I’ll go with you, I’ll get the baby ready.”
“You?”
“Yes, I’ve changed my cousins’ nappies plenty of times and I’ve helped take care of them. There won’t be any problem.”
Although she was apprehensive, the grandmother felt reassured in her granddaughter’s company. When they went in, mother and son were almost asleep.
Nevertheless, it was time to get the child to rights.
The little nine-year-old girl washed the pink flushed body of the newly born infant, still smelling of the birth, in a white enamel basin. Straight away, with easy confidence, she dried him, dressed him and there he was, all ready for life.
“No trouble at all!” she exclaimed, overjoyed.
Her grandmother looked on in amazement. She had given birth six times. She only called from the bed to her mother and mother-in-law, chatting beside the hearth, after her son or daughter had emerged from her belly. She would shout:
“It’s done, you can come over now.”
Wasn’t she the one who said she found it harder to drink a glass of water than give birth to a child? Didn’t she also attend all the female livestock? Didn’t she even carry out little operations, if an animal was born with a defect or contracted some illness? That’s why they called her the veterinarian. Of course, her hands did shake a little now, but for the little girl to have got her out of such a pickle, well that was really saying something.
Well, now that that problem was solved, it just remained to place the child at his mother’s breast. That’s how they did it in her day. But even in this matter, things were no longer what they were. Either the mother didn’t feel strong enough, or the child was not interested in suckling, or because it was the age of the feeding bottle – the baby was bottle fed.
In the meantime, they had to respond to his hungry cries, which were becoming more and more intense.
“Is there a dummy?” the little girl turned to the mother.
“Yes, it’s in the little basket on top of the chest of drawers along with the rest of the baby’s accessories.”
While her granddaughter was heating the water for the powdered milk to be given to the child, the rubber dummy solved the problem and the grandmother could again breathe a sigh of relief. In the days that followed, she could only say:
“If it wasn’t for my granddaughter, I wouldn’t have been up to the job.”
She was, but times had changed. She had done the difficult part of the business, after all. The truth is, from then on, she will no longer have to worry, because her grandchildren, great-grandchildren, relatives and neighbours who are born afterwards, and those who continue to be born, fewer than before, certainly, come into the world in the maternity wards of distant hospitals.
It was with sadness and nostalgia that just a short time ago her granddaughter gave birth to her own daughter in a foreign land, in a strange and somehow hostile atmosphere, without the familiarity of a warm, tender, loving voice. Perhaps if we could carry on being born in the same places as our ancestors, helped by grandmother-midwives, then post partum depression and all the other afflictions caused by loneliness and isolation would cease to exist, or at least be reduced to bearable levels.
Still, I am certain of the happiness and the gains that would result from each generation being able to see their successors exploding into life at the exact time, at the very moment of their birth.
On that Christmas, however, Jesus didn’t just revisit the earth: another Boy Child was reborn in Granja, attended by an old midwife and veterinarian, and warmed by the breath of the whole community.
Translated by Dr. Patricia Odber de Baubeta from Outros Contos da Montanha, Isabel Mateus.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Festa de Senhora do Amparo do Felgar - 2011
Decorreu o passado fim de semana a grandiosa festa do Felgar, em honra de Nossa Senhora do Amparo (para os interessados informamos que hoje à noite ainda há o "fim de festa" no recinto do santuário do Vale).
Aqui deixamos uma breve reportagem de alguns momentos, desde o sábado passado, tendo-nos faltado, deste feita, o registo do fogo de artifício e da forte chuvada/trovoada de ontem (domingo), que acabou por estragar a noite de ontem.
Em jeito de balanço: eventos culturais, muita música, animação, além da componente religiosa e, a terminar, uma impressionante trovoada na noite de ontem, eis a festa do Felgar 2011.
(clicar sobre as fotos para as AMPLIAR):
Terra de "Pucareiros", os felgarenses teimam em manter vivas as memórias do trabalho do barro. Graças ao empenhamento e dedicação de Tozé Carneiro ("Pisco" para os amigos) e à falta de um verdadeiro núcleo museológico dedicado ao tema, este ano foi montada uma "Casa do Barro", onde se realizou uma pequena mostra e se procedeu à apresentação do livro "O último oleiro", de António Rómulo Duque.
Capa do livro "O último Oleiro", de Rómulo Duque, onde o autor conta diversas estórias do barro e relata a sua experiência junto de António Rebouta (o ti-Roberto), aquele que é normalmente considerado o último oleiro do Felgar (a viver desta arte como profissional). A obra pode ser pedida à editora Sítio do Livro, Ldª (http://www.sitiodolivro.pt/)
Mas afinal ainda há quem não tenha perdido o jeito: o Sr. Sebastião Rebouta, filho de António Rebouta, tem assegurado o título de "último oleiro", depois da morte de seu pai (em 1987). Embora não resida no Felgar e tenha o seu "atelier" a caminho da Açoreira, é neste momento o único praticante da arte por estas terras... Esperemos que algum felgarense mais entusiasta venha a segurar este pendão, ao menos como "hobby"... - tem a palavra o Toninho Duque, entre outros!
Cai a noite e o santuário engalanado prepara-se para o arraial...
Este ano, a figura de proa do cartaz da festa foi o Padre Víctor, verdadeiro caso de sucesso musical pelas nossas terras!...
Momento do concerto do jovem Padre Víctor, já conhecido pelo "padre Pop".
Padre Víctor e sua banda, desbundando altos sons na sua guitarra acústica!...
Domingo à tarde: é o momento da monumental procissão, estreando a avenida nova...
Banda filarmónica de Paço de Sousa (na foto), seguida pela do Felgar, seguem a Senhora do Amparo, a caminho do Santuário...
O povo junta-se para ouvir o Sermão que será proferido do alto do púlpito do Santuário.
Tem a palavra o Sr. diácono Ilídio Mesquita - enaltecendo a Senhora que é Amparo dos felgarenses e de todos os que a Ela recorrem, mas, uma vez mais verberando os familiares que põem as crianças a cumprir promessas descalças, assim como a ostentação das notas nas fitas. Faz-se silêncio...
A virtuosa imagem ainda no andor, mas já no seu espaço, é exposta à devoção dos fiéis que aí vão depositar o seu óbulo e rezar as suas orações...
Um quadro de Rembrandt: cá fora, num recanto do adro, arde o fogo sagrado. Uma virginal Vestal luso-francesa observa pensativa as velas que ardem... Em que pensará ela? Será que procura no fogo ardente a essência do divino? ou será apenas o renovado reencontro com as suas origens, procurando manter viva a chama que a liga aos seus ancestrais? Só ela sabe...
Txt. N.Campos; fotos: N.Campos e Rómulo Duque
Aqui deixamos uma breve reportagem de alguns momentos, desde o sábado passado, tendo-nos faltado, deste feita, o registo do fogo de artifício e da forte chuvada/trovoada de ontem (domingo), que acabou por estragar a noite de ontem.
Em jeito de balanço: eventos culturais, muita música, animação, além da componente religiosa e, a terminar, uma impressionante trovoada na noite de ontem, eis a festa do Felgar 2011.
(clicar sobre as fotos para as AMPLIAR):
Capa do livro "O último Oleiro", de Rómulo Duque, onde o autor conta diversas estórias do barro e relata a sua experiência junto de António Rebouta (o ti-Roberto), aquele que é normalmente considerado o último oleiro do Felgar (a viver desta arte como profissional). A obra pode ser pedida à editora Sítio do Livro, Ldª (http://www.sitiodolivro.pt/)
Este ano, a figura de proa do cartaz da festa foi o Padre Víctor, verdadeiro caso de sucesso musical pelas nossas terras!...
Domingo à tarde: é o momento da monumental procissão, estreando a avenida nova...
Banda filarmónica de Paço de Sousa (na foto), seguida pela do Felgar, seguem a Senhora do Amparo, a caminho do Santuário...
O povo junta-se para ouvir o Sermão que será proferido do alto do púlpito do Santuário.
Tem a palavra o Sr. diácono Ilídio Mesquita - enaltecendo a Senhora que é Amparo dos felgarenses e de todos os que a Ela recorrem, mas, uma vez mais verberando os familiares que põem as crianças a cumprir promessas descalças, assim como a ostentação das notas nas fitas. Faz-se silêncio...
A virtuosa imagem ainda no andor, mas já no seu espaço, é exposta à devoção dos fiéis que aí vão depositar o seu óbulo e rezar as suas orações...
Um quadro de Rembrandt: cá fora, num recanto do adro, arde o fogo sagrado. Uma virginal Vestal luso-francesa observa pensativa as velas que ardem... Em que pensará ela? Será que procura no fogo ardente a essência do divino? ou será apenas o renovado reencontro com as suas origens, procurando manter viva a chama que a liga aos seus ancestrais? Só ela sabe...
Txt. N.Campos; fotos: N.Campos e Rómulo Duque
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
FESTA DE SENHORA DO AMPARO - FELGAR é no próximo fim de semana!
(Clicar sobre o cartaz para AMPLIAR)
.
Como já aqui anunciámos (ver: http://torre-moncorvo.blogspot.com/2011/07/festa-de-n-senhora-do-amparo-cartaz-da.html) realiza-se no próximo fim de semana a grandiosa festa e romaria da Senhora do Amparo do Felgar.
A não perder!!!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Festas de Torre de Moncorvo, em honra da padroeira
Início da procissão, pela avenida Engº Duarte Pacheco (clicar nas fotos para ampliar)
Decorreram neste fim de semana prolongado, as festividades de Torre de Moncorvo em honra da sua padroeira, Nossa Senhora da Assunção. Apesar da falta do foguetório e fogo de artifício, não faltou a música e animação, com as ruas pejadas de gente, com o natural afluxo dos moncorvenses que se encontram espalhados pelas várias partidas do mundo, além de turistas e outros visitantes. Mas, o ponto alto da festa é sempre a grande procissão que, saindo da grandiosa igreja matriz, percorre as principais ruas do centro histórico da vila. Aqui fica uma breve reportagem fotográfica:
Aqui vai o Santo Isidro, rodeado de verduras, pois se trata do padroeiro dos lavradores da Vilariça.
Vista geral do cortejo da procissão, pela avenida Engº. Duarte Pacheco.
Escolta por cavaleiros da GNR.
Passagem dos andores pela rua Vasco da Gama.
Nossa Senhora da Assunção, com a serra do Roborêdo em plano de fundo.
A banda filarmónica de Carviçais, marcando o compasso, seguida pela banda do Felgar.
Guarda de Honra e saudação, no momento do regresso à igreja matriz.
Bandas de música e numeroso público despedem-se da Senhora, enquanto alguns fiéis aproveitam o último momento para pagarem o seu óbulo, e levarem flores e cartelas com a imagem da padroeira.
Cai a tarde e o sol poente, como disco de ouro aureolando a cabeça de um pensativo Santo Isidro, desce sobre o afogueado planalto de Cabeça Boa, de onde emanam fumos de incêndio. A Senhora, qual "Terra Mater", parece saudar o Sol e abençoar as terras do vale e da fragada ao longe... Vai ascender aos céus. Completa-se o ciclo, depois de circuitar a vila, fechando-se também a protecção ao burgo, com chegada ao ponto de partida, que é o Templo, relicário de pedra que estrutura o tempo e o espaço de uma comunidade que teima em subsistir, mau grado todas as diásporas.Texto e fotos de N.Campos
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