terça-feira, 23 de março de 2010

Feira de Torre de Moncorvo

Hoje é dia de feira na vila. É a primeira da primavera, estando sobretudo concorrido o sector das árvores para plantação, que nos escapou à objectiva fotográfica.
Ficámo-nos por uma vista geral da zona dos tendeiros (ao lado do cemitério) e dos vasilhames e outras quincalharias (de lata, plástico, etc.) - dantes seriam os potes de barro...

A feira de Torre de Moncorvo é a mais antiga "instituição" comercial da vila. Nasceu com ela, no reinado do senhor rei D. Dinis, seguramente logo a seguir à concessão do foral. D. João I tornou-a franca. Resistiu aos tempos, durante mais de sete séculos!
Para quem não sabe, a nossa feira é aos 8 e 23 de cada mês e há três ditas "feiras de ano": 10 de Maio (a feira das cerejas), 13 de Agosto e 11 de Setembro. Há ainda a feira de Natal, que coincide com um dos dias consignados (8 ou 22 de Dezº.).
E, por falar em feira, falemos ainda nas práticas agrícolas: diz o Seringador que hoje é dia de se semearem os melões, pepinos, abóboras, milho, linho (esta cultura caíu já em desuso), bredos, alfaces, cenouras e todas as pevides azedas [sic]. Nas terras quentes plantam-se figueiras.
Ah, e a propósito, hoje é o Dia Mundial da Meteorologia.
Texto e fotos: N.Campos

segunda-feira, 22 de março de 2010

Município comemora Dia Mundial da Árvore, com escolas e jardins de infância


Os alunos dos Jardins-de-Infância, escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico e Educação Especial do concelho reuniram-se, no dia 22 de Março, segunda-feira, na Praça Francisco Meireles em Torre de Moncorvo, para comemorar o dia Mundial da Árvore.

As crianças fizeram a ornamentação de carrinhos de mão com flores e construíram árvores com materiais recicláveis, que foram colocados em exposição na Praça Francisco Meireles.
Os trabalhos ficam expostos até ao dia 24 de Março, sendo depois transferidos para o Pátio da Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo, onde podem ser visitados até ao dia 31 de Março.

Dia Mundial da Água

Marco de água em ferro fundido, em Torre de Moncorvo (foto de João P. V. Costa)
Há sempre um dia mundial para qualquer coisa... Mas este é dos que não podemos deixar passar em claro.
Porque a água é a fonte de toda a Vida; porque é a água que faz a diferença do nosso planeta - a bela Azul! - no concerto do Universo; porque o nosso próprio corpo é composto, em grande medida, por água... E, graças a Deus, ou aos deuses, ou às conjunções da Natureza, este inverno ela foi bem abundante.

Quanto às políticas da água, aqui vos deixamos com este excerto da Directiva Europeia sobre a Água:
«[...] a água não é um bem comercializável como os outros, mas antes um património que é necessário proteger, tratar e defender como tal». - Pois, parece que o Chefe Seattle disse outro tanto em 1854, na sua célebre carta ao grande chefe branco de Washington... - ver, a propósito:

http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3981&ReturnCatID=1773

domingo, 21 de março de 2010

Dia Mundial da Poesia


Não citem palavras
daqui e de outrora
trepem nos sonhos
de vinha e de amora.


E o sol destes montes
qual plano infinito
grava nas fontes
o que não fica escrito.

J.Costa
21/03/2010

sábado, 20 de março de 2010

Da transmontaneidade (1)


Hoje falo-te das gentes. Falo-te daqueles que nunca foram à escola mas que nada têm de ignorantes. Falo-te daqueles que de tanto cavarem deram forma redonda a esses montes que tanto aprecias. Daqueles que das fragas foram capazes de fazer hortas e do xisto fizeram vinho, conheces? Falo-te daqueles a quem o jugo da vida vergou mas nunca dobraram a espinha, sabes quem são? Falo-te daqueles que sentem o coração acelerar com o abrolhar do plantio e todos os dias amaldiçoam as ervas daninhas. Falo-te daqueles que deram vida às fontes e no sussurrar dos ribeiros foram capazes de escutar o aiar aflitivo de mouras encantadas, de cavaleiros perdidos, que desde sempre souberam dar nome verdadeiro às coisas, captar a sua essência, intuir os mistérios do tempo pelas nuvens e pelas estrelas cintilantes. Daqueles que desde sempre trajam de negro e, ao fim da tarde, se sentam serenamente e esperam que a noite chegue...

ANTÓNIO SÁ GUÉ

Fotografia: João Costa

Dia L - breve reportagem

Apesar do mau tempo (abundante chuva que caíu pela manhã), os intrépitos participantes do Limpar Portugal, no nosso concelho, deslocaram-se para os diversos pontos assinalados, a saber: serra de Felgueiras, Larinho, Santa Leocádia, Srª. da Esperança, Srª. da Teixeira, Adeganha, Lousa, etc..
Esta iniciativa constituíu uma oportunidade para se actualizar um registo de lixeiras efectuado em 2008, por parte do município, com vista a debelar este problema (que, como se sabe, é extensivo a todo o país). Assim, a intervenção não se esgota neste dia, pretendendo-se que tenha continuidade, se quisermos ter um país mais limpo e mais atractivo, sobretudo quando se pretende que o Turismo seja um dos pilares do desenvolvimento regional.
A palavra-chave para tudo isto é "Civismo" e, como tal, foi a acção cívica que hoje saíu à rua (ou melhor, à floresta e aos campos), por todo o Portugal e também pelo concelho de Torre de Moncorvo.
Destacamos aqui a participação da juventude, que foi de onde partiu esta iniciativa, no nosso concelho.
Aqui fica um breve registo desta acção, na zona do Larinho, onde se recolheu, em pouco mais de duas horas, uma camioneta e um tractor repletos de todo o tipo de lixo:





(clicar sobre as fotos, para as AUMENTAR)

Dia L

Antes de ferir a Natureza, recrie-a!
Esta postagem foi também ela realizada, a partir da reciclagem de um email. Serve de incentivo a todos os que hoje irão limpar o que outros sujaram.

sexta-feira, 19 de março de 2010

LIMPAR PORTUGAL - é já amanhã!

Amanhã é dia de Limpar Portugal (o dia L)!

Veja o Grupo de Torre de Moncorvo no projecto Limpar Portugal:

http://limparportugal.ning.com/group/ajm


As saídas para todos os interessados, conforme a sua área de residência, são nos seguintes pontos de encontro:


CONTACTOS DA CCL - Coordenação de Torre de Moncorvo
CCL.Moncorvo@gmail.com
Nuno Carvalho 914433232

IMPORTANTE - SEGURO E CERTIFICADO PLP
PREENCHE A FICHA DE VOLUNTÁRIO Participar activamente e Ter certificado de Participação neste projecto (email válido).
Mãos à Obra!!


Até à data encontram-se inscritos 87 participantes (através do site). Espera-se, no entanto, a adesão de mais pessoas ainda não inscritas.

Esta iniciativa, no concelho de Torre de Moncorvo, conheceu uma grande dinâmica (sendo este um dos concelhos mais participados do distrito de Bragança).

Para além da adesão de muitas pessoas, com destaque para a juventude, é de assinalar também o apoio de muitas entidades, públicas e privadas, que, cada qual a seu modo, acorreram à chamada. É justo que se enumerem:

EDP - Energias de Portugal
Câmara Municipal de Torre de Moncorvo
Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo.
Agrupamento de Escolas de Torre de Moncorvo.
Grupo Cultural de Torre de Moncorvo.
Rádio de Torre de Moncorvo
Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo.
Guarda Nacional Republicana
Grupo Desportivo de Moncorvo.
Bombeiros Voluntários de Moncorvo.
Junta de Freguesia de Adeganha.
Junta de Freguesia de Açoreira.
Junta de Freguesia de Felgar.
Junta de Freguesia de Horta da Vilariça.
Junta de Freguesia de Peredo dos Castelhanos.
Junta de Freguesia de Cardanha.
Banda Filarmónica de Felgar.
A.R.C. Açoreira
Junta de Freguesia de Mós
Junta de Freguesia de Souto da Velha
Construtora Portela (Açoreira)
Resíduos do Nordeste
New Way - organizadora de eventos

Assim, já sabem, amanhã, Mãos à Obra! - esperando que o S. Pedro também ajude (como já alguém disse).

Dia de S. José - Feriado Municipal de Torre de Moncorvo

Paços do concelho de Torre de Moncorvo (foto de N.Campos)
Hoje, dia 19 de Março, dia do Pai, é feriado municipal cá no burgo.

O município de Torre de Moncorvo comemorou o dia de S. José, Feriado Municipal da vila, com várias actividades, iniciadas ontem à noite, com um espectáculo de fado em que actuaram os insignes fadistas Vicente da Câmara e José da Câmara.

Vicente da Câmara é um dos maiores fadistas portugueses e conhecido pelo tema “a Moda das Tranças Pretas”, um ex-libris do fado castiço e seu cartão-de-visita para a posteridade. José da Câmara, filho de Vicente da Câmara, seguiu os mesmos caminhos que o pai, dando continuidade à tradição do fado na família.

Em Torre de Moncorvo, pai e filho apresentaram-se acompanhados de viola e guitarra portuguesa, num espectáculo diferente onde se contou e cantou a história do fado.

O concerto pretendeu celebrar também o 5º aniversário da reabertura do Cine-Teatro.

Hoje, sexta-feira, além do hastear das bandeiras e das festividades religiosas houve uma homenagem aos Funcionários do Município aposentados.

À noite, a animação musical fica a cargo do grupo “Profetas Aliados” que actuam na Praça Francisco Meireles, seguindo-se uma sessão de fogo-de-artifício.

As festividades do Feriado Municipal são organizadas pela Comissão de Festas de S. José e Feriado Municipal com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo.

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Informação recolhida em:

http://www.brigantia.pt/index.php?option=com_eventlist&Itemid=37&func=details&did=450

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Sobre o Feriado Municipal de Torre de Moncorvo, nomeadamente da passagem do dia da Padroeira (N. Srª. da Assunção) para o dia de S. José, ver: http://torredemoncorvoinblog.blogspot.com/2009/03/19-de-marco-feriado-municipal-em-torre.html

Vítor da Rocha na FNAC - Porto

"Nina mina de ouro", o último livro do nosso conterrâneo Vítor da Rocha (de Carviçais), vai ser apresentado no próximo domingo, dia 21 de Março, pelas 16;00h, na FNAC de Santa Catarina, na invicta cidade do Porto.

Esta obra, editada pela Mosaico de Palavras, será apresentada pelo Dr. Álvaro Santos e terá a participação musical de Renata Gonçalves e Carlos Loureiro.

Sobre o conteúdo do livro, aqui fica uma breve sinopse:

"Em Nina Mina de Ouro seguimos a vida da suburbana Nina, que, graças à mais-valia dos seus dotes físicos, consegue alcançar o éden moderno – carro topo de gama e conta bancária robusta. Ainda que pelo caminho se vá despindo de tudo – ideais, marido, filha, mãe, amigos, simples objectos sem valor que só atrapalham a subida. É todo um modo de vida, ritmado pelos humores das coisas, das terras e das casas e pelas vozes dos vizinhos, que vai ficando para trás das costas da personagem, na sua impávida cavalgada para um objectivado além dourado. Na verdade, sempre houve destes crentes (in)felizes e afortunados no percurso da Humanidade. Mas eram apenas minúsculos grãos de areia no meio do enorme e amorfo oceano composto de honesta e desventurada arraia-miúda. Hoje, são mais que as mães, a ponto de se terem constituído em ideologia ou religião (não) oficial dos povos – satisfazer o umbigo, ainda que sobre o cadáver do outro. Ou o seu próprio

Uma violenta condenação da modernidade urbana, onde a condição de ter suplantou irremediavelmente a de ser".

quinta-feira, 18 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

Em ano de República - a defesa de Guerra Junqueiro

A propósito das comemorações do Centenário da implantação da República (1910-2010), recebemos da nossa conterrânea e colaboradora Drª. Júlia Ribeiro, este excerto da defesa do poeta Guerra Junqueiro, nosso quase-conterrâneo (nasceu aqui ao lado, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, de família oriunda de Ligares):

Em 10 de Abril de 1907 Guerra Junqueiro é condenado pelo tribunal do Porto a 50 dias de prisão, por ter injuriado o rei no jornal A Voz Pública (2 de Nov.º de 2005).

Defesa perante o tribunal

Acusam-me de injúrias ao rei de Portugal. Porquê? Porque chamei à sua realeza uma tirania de engorda e vista baixa. Injuriar é caluniar. Sendo incapaz de calúnias, sou incapaz de injúrias. [...]

Eu não aludo à vida íntima do Sr. D. Carlos. Aludo, é o meu direito e o meu dever, à sua vida de monarca. Ora a história do rei de Portugal, a todos manifesta, em quatro palavras se desenha: Incúrias e desmandos, arbítrios e bocejos. É a verdade clara, verdade autêntica, verdadeira, sinistra. [...]

Eu bradei-a e hei-de bradá-la até à morte. Quem mo impede? A lei? Se a lei, diante dos actos de um homem, nocivos à existência de quatro milhões de criaturas, me tolhe o direito de os combater e condenar, se a lei me obriga a ser injusto e a ser indigno, renego a lei, odeio a lei e não a cumpro. Porque não há lei de tirania que me obrigue a faltar à lei suprema da verdade. [...]

Todas as tiranias são execrandas, porém esta, que nos calca, além de execranda, é vergonhosa. Não lhe movem sequer as fúrias, nem a ambição de uma grandeza terrena nem as labaredas de um fanatismo alucinado. Não dilata os olhos nem para Deus nem para o mundo. Crava-os unicamente em si, no seu egoísmo céptico e vulgar. É, renovo a frase, a tirania de engorda e de vista baixa. [...]

Jesus, o santo ideal, o santo misericordioso, invectivava os déspotas, os fariseus e os escribas, com palavras candentes de indignação e de rigor. Perdoou injúrias e suplícios, sacrificando-lhes a verdade. A verdade bradou-a inexoravelmente, e por ela morreu, de morte infame e divina, entre dois ladrões. Amarga-me a boca a palavra ódio, mas articulo-a aqui, diante dos homens e de Deus, sem contrição e sem temor. Eu odeio o Sr. D. Carlos, não com ódio sangrento ou com ódio de orgulho e de vingança. O meu ódio é bom, conforta-me e consola-me. Odeio o rei, porque amo a verdade e a minha Pátria.”

[GUERRA JUNQUEIRO]

[A Voz Pública. Porto, 11 Abr. 1907]

In: “1907 - No advento da República “ : mostra bibliográfica/ [ org.] Biblioteca Nacional; apresent. Jorge Couto; coord. Manuela Rêgo; Lisboa; BN, 2007; pp. 43-45

Nota: a gravura a cores que ilustra o "post" tem a ver com a questão da nova bandeira de Portugal, sendo, por isso, posterior a 1910, ou seja, posterior ao julgamento que aqui se descreve. É sabido que Junqueiro defendia a manutenção das cores azul e branca com o escudo das quinas, embora sem a coroa real, obviamente (fotografia da gravura de João Costa, a partir de reprodução que integrou uma exposição organizada pelo Sr. Arquitecto Keil do Amaral, inaugurada em 10 de Junho de 2008 no Museu do Ferro e da Região de Moncorvo)

Tragédia da Madeira, vista por um moncorvense

Aqui deixamos algumas fotografias inéditas da tragédia da Madeira vistas pela objectiva de um moncorvense que aí se encontra a trabalhar. Impressionante!...

Daqui o nosso apelo à solidariedade com os madeirenses e que tudo se recomponha rapidamente.










Fotografias do professor Paulo J. Lopes dos Santos, a quem agradecemos.

Emigração na literatura regional - 4

E para (momentaneamente) rematar este tema da emigração na literatura dos autores da região, nada melhor do que ficar com quem suscitou o assunto, ou seja, a Professora Isabel Mateus, respigando um excerto do epílogo do livro "Outros contos da montanha" (2009), intitulado "O lavar dos cestos":

«Regressava para morrer. Mas não sem antes cumprir a promessa. É que o Gandonha já não lhe poderia valer; agora era também ele só espírito no Paraíso e na Terra não havia mais ninguém que lhe saldasse a dívida.
Enquanto longe da Granja não se sentiu sozinha, porque nunca se separou da lembrança, do exemplo, da coragem e da autodeterminação com que os seus moradores enfrentavam as fatalidades e louvavam a alegria, quando também a recebiam. Emigrante torna-viagem trazia na bagagem essa mesma companhia e todas aquelas vivências do contacto com outras culturas e, ainda mais importante, com as pessoas. Muitas das viagens que não fez, completou-as nos livros de escritores-viajantes antigos e modernos e nas conversas que teve com os amigos espalhados pelo mundo.
Chegou nas férias de Verão à casa materna; agora sua e dos seus irmãos. De chave pronta na mão, abriu a porta principal e invadiu o silêncio sepulcral que dali emanava. Numa fúria arrebatada de fazer a luz do dia entrar, escancarou a janela das traseiras, que ligava a moradia ao ar fresco e puro da Serra do Valente. De seguida, num retrocesso premeditado, tirou o ferrolho à da fachada principal e os raios de sol faiscaram pelos quatro cantos da ampla sala. Repetiu este gesto pelos outros compartimentos e, até que a fria aragem da madrugada a aconselhasse que estaria na hora de cerrá-las, não houve fresta que se mantivesse fechada! (...)
Ela morreu realmente ali. Os seus ossos descansam no alto dos Lombinhos onde a torga, a carqueja, a giesta, a esteva, o alecrim, a bela-luz e o rosmaninho lhe aromatizam a sepultura, os pinheiros lhe fornecem a sombra e a abrigam da chuva e os pássaros a entretêm com a sua cantilena».
Tal como na lenda dos elefantes, não raro os que partiram fazem a última viagem para morrer no local de onde saíram.
N.Campos

terça-feira, 16 de março de 2010

Emigração - o aroma da flor do grelo

A filha acabara de chegar de França com o namorado que não entendia patavina de português. Mesmo assim, qual Jacinto queirosiano, acompanhou a "sogra" à horta, enquanto a São ficava por casa, vaidosa do destemido rapazola que se aventurou pela floresta de hortícolas. Nisto, a mulher estranhou o movimento galinácio do pescoço mancebo e, até ao regresso a casa, aguentou o riso, como se levasse uma baciada de roupa debaixo de cada braço.
- Ó filha, então o teu moço andava-me a cheirar as flores dos grelos! Pensa que aquilo é um canteiro, é?!

Dirá o narrador ou mesmo um crítico literário que estamos perante um cruzamento de culturas!

J.C. Verdade verdadinha