quarta-feira, 31 de março de 2010
Atmosferas
terça-feira, 30 de março de 2010
Cavalos
Um instantâneo já pouco comum, captado há pouco tempo: cavalos retouçando placidamente num lameiro entre o Carvalhal e o Felgar.Animal de suprema beleza e nobreza, o cavalo, "Equus caballus" de seu nome científico, foi durante mais de 2.500 anos o transporte humano por excelência, na paz ou na guerra. Ainda hoje a potência dos motores dos automóveis se mede em... "cavalos"!
Registei o momento, recordando-me dos tempos em que, no lugar do actual povoado do Carvalhal - nascido de expectativas mineiras inconcretizadas - era frequente este cenário. Criação de cavalos era o negócio do pioneiro que aí morava, o Sr. Serafim da Purificação, numa casa isolada do lado direito da estrada que subia para Felgueiras. Depois é que veio a estação de serviço, oficinas, bares, restaurante, uma discoteca, muitas moradias, tal como aquelas cidadezinhas do velho Oeste americano, nascidas junto às estradas. E os cavalos desapareceram, e passaram a andar só no interior dos motores dos carros...
Não sei se é um puro-sangue, se é um "lusitano" de Alter, se tem alguma coisa de andaluz, mas que é um belo bicho, de linhas aero-dinâmicas, disso não há dúvida. Soberbo!segunda-feira, 29 de março de 2010
Da transmontaneidade (2)
Depois da luz fenecer as cores dos montes morrem, mergulham nas trevas mas nem por isso os sinais de vida desaparecem. Não tardarão a surgir tremeluzires dos povoados distantes, barulhos misterioros de faunos, halos de luz longínquos Além-dos-Montes. Mas não é necessário haver luz para sentir a sua sempiterna existência. Deixe-se levar pelas asas da imaginação: percorra canados e ladeiras, sinta o silêncio das pedras e fraguedos, oiça o marulhar das ribeiras. Sinta a frescura da brisa depois de um dia Verão. Deixe passar o árido cieiro, espevite os sentidos com um dia de inverniça, sinta-se humano ao acender uma fogueira, olhe ao longes e quando encontrar beleza na aridez da paisagem será capaz de entender os seus segredos.por: ANTÓNIO LOPES
http://antoniosague.blogspot.com/
foto: N.Campos (entre o Larinho e o Sabor)
domingo, 28 de março de 2010
Espreitando o vale do Sabor...
Ovelhas placidamente pastando, como sempre, desde neolíticos tempos…
Um muro rústico delimitando um velho caminho…
O mítico vale do Sabor, que em breves anos será um infinito mar de água (doce ou amarga?)...
Um “zoom” sobre o remoto povoado medievo de Silhades, que será apagado do mapa…
Gemem os montes, gritam as fragas, cicatrizes indeléveis são acessos (de fúria, talvez) para os monstros amarelos que vão triturar o “canyon”….
Mais cicatrizes, ao longe, a ferida alastra…
"Quantas vezes os rios que passavam
detiveram seu curso, ouvindo os danos
que até os duros montes magoavam..."
Luís de Camões, Écloga dos Faunos
..
http://www.youtube.com/watch?v=QhbCgGYQl2Y&NR=1
E o recente documentário passado na RTP-2: http://arquivo.faroldeideias.com/arquivo_farol/index.php?programa=Documentarios
Exposição "Papoilas e outras cores de Trás-os-Montes" - inauguração
Conforme anunciado, foi inaugurada no dia 27 de Março, no auditório do Museu do Ferro, a exposição "Papoilas e outras cores de Trás-os-Montes", de autoria do Dr. Hernâni Carqueja. Aqui se patenteiam mais de uma centena de fotografias, que são resultado de um paciente trabalho realizado sobretudo ao longo das margens do rio Sabor, por um amante da fotografia com raízes no Felgar.
A quase totalidade desta recolha centra-se no vale do rio Sabor, tendo sido efectuada sempre no período primaveril, ao longo de vários anos, de forma a tirar partido do colorido dos campos nesta estação do ano, como explicou o autor.
Pela côr e pela beleza dos motivos e das paisagens, é uma Exposição a não perder! Está patente no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo até ao próximo mês de Maio, todos os dias de semana (excepto segundas-feiras).
Para ver mais:
http://parm-moncorvo.blogspot.com/2010/03/exposicao-papoilas-e-outras-cores-de_28.html
e
sexta-feira, 26 de março de 2010
Amanhã (dia internacional do Teatro): grupo "Alma de Ferro" no Felgar!
Tal como na novela da Cervantes, a peça representa a história de um marido já idoso que havia casado com uma jovem, mas que, por razões óbvias, vive na desconfiança de ser enganado por ela, razão pela qual procura controlar todos os seus passos. Mas em vão. Ajudada por uma alcoviteira, a jovem esposa consegue iludir a apertada vigilância e introduz em casa um amante. O resto só vendo, para quem ainda não viu a peça.
Lembramos que o grupo moncorvense Alma de Ferro já encenou esta peça no ano passado, no teatro do Celeiro. Boa oportunidade para rever - amanhã, Dia Internacional do Teatro, no Felgar. Não se esqueça!
(para ver mais detalhes, clicar sobre o Cartaz)
quinta-feira, 25 de março de 2010
Exposição no Museu, no próximo Sábado
Hernâni Carqueja nasceu em 1962, em Coimbra. O seu pai, assim como os avós paternos, são naturais do Felgar, o que motivou uma ligação do autor à região de Trás-os-Montes. Em 1986 licenciou-se em medicina, tendo também estudado música no Conservatório de música do Porto. Em 1996 especializou-se em psiquiatria, tendo, em 2005 publicado um livro com o nome: “Os rapazes da droga”. O seu interesse pela natureza, levou-o a percorrer muitos caminhos transmontanos, sendo as fotografias que expõe, essencialmente, o resultado de caminhadas primaveris que decorreram algures entre 2003 e 2009, pelas margens do rio Sabor.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Torre de Moncorvo voltou a Paris
Depois do sucesso dos anos anteriores a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo voltou a fazer-se representar em Nanterre/Paris através de uma exposição/venda de produtos regionais, numa grande festa realizada pela ARCOP – Associação Recreativa e Cultural dos Originários de Portugal. Foram dias de imensa alegria para muitos moncorvenses e transmontanos que assim puderam matar saudades da sua terra através da informação e dos produtos que adquiriram a preços do produtor. A festa que decorreu nos dias 12, 13 e 14 de Março, num centro de exposições de Nanterre, teve a participação de grupos corais e musicais, ranchos folclóricos e fadistas para além da actuação da conhecida banda minhota “Roconorte”.
Fonte: "site" da CMTM.
Ver mais: http://www.torredemoncorvo.pt/torre-de-moncorvo-voltou-a-paris
terça-feira, 23 de março de 2010
Feira de Torre de Moncorvo
Hoje é dia de feira na vila. É a primeira da primavera, estando sobretudo concorrido o sector das árvores para plantação, que nos escapou à objectiva fotográfica.Ficámo-nos por uma vista geral da zona dos tendeiros (ao lado do cemitério) e dos vasilhames e outras quincalharias (de lata, plástico, etc.) - dantes seriam os potes de barro...
A feira de Torre de Moncorvo é a mais antiga "instituição" comercial da vila. Nasceu com ela, no reinado do senhor rei D. Dinis, seguramente logo a seguir à concessão do foral. D. João I tornou-a franca. Resistiu aos tempos, durante mais de sete séculos!segunda-feira, 22 de março de 2010
Município comemora Dia Mundial da Árvore, com escolas e jardins de infância
Dia Mundial da Água
Porque a água é a fonte de toda a Vida; porque é a água que faz a diferença do nosso planeta - a bela Azul! - no concerto do Universo; porque o nosso próprio corpo é composto, em grande medida, por água... E, graças a Deus, ou aos deuses, ou às conjunções da Natureza, este inverno ela foi bem abundante.
Quanto às políticas da água, aqui vos deixamos com este excerto da Directiva Europeia sobre a Água:
«[...] a água não é um bem comercializável como os outros, mas antes um património que é necessário proteger, tratar e defender como tal». - Pois, parece que o Chefe Seattle disse outro tanto em 1854, na sua célebre carta ao grande chefe branco de Washington... - ver, a propósito:
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3981&ReturnCatID=1773
domingo, 21 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia
sábado, 20 de março de 2010
Da transmontaneidade (1)

Hoje falo-te das gentes. Falo-te daqueles que nunca foram à escola mas que nada têm de ignorantes. Falo-te daqueles que de tanto cavarem deram forma redonda a esses montes que tanto aprecias. Daqueles que das fragas foram capazes de fazer hortas e do xisto fizeram vinho, conheces? Falo-te daqueles a quem o jugo da vida vergou mas nunca dobraram a espinha, sabes quem são? Falo-te daqueles que sentem o coração acelerar com o abrolhar do plantio e todos os dias amaldiçoam as ervas daninhas. Falo-te daqueles que deram vida às fontes e no sussurrar dos ribeiros foram capazes de escutar o aiar aflitivo de mouras encantadas, de cavaleiros perdidos, que desde sempre souberam dar nome verdadeiro às coisas, captar a sua essência, intuir os mistérios do tempo pelas nuvens e pelas estrelas cintilantes. Daqueles que desde sempre trajam de negro e, ao fim da tarde, se sentam serenamente e esperam que a noite chegue...
ANTÓNIO SÁ GUÉ
Fotografia: João Costa
Dia L - breve reportagem
Esta iniciativa constituíu uma oportunidade para se actualizar um registo de lixeiras efectuado em 2008, por parte do município, com vista a debelar este problema (que, como se sabe, é extensivo a todo o país). Assim, a intervenção não se esgota neste dia, pretendendo-se que tenha continuidade, se quisermos ter um país mais limpo e mais atractivo, sobretudo quando se pretende que o Turismo seja um dos pilares do desenvolvimento regional.
A palavra-chave para tudo isto é "Civismo" e, como tal, foi a acção cívica que hoje saíu à rua (ou melhor, à floresta e aos campos), por todo o Portugal e também pelo concelho de Torre de Moncorvo.
Destacamos aqui a participação da juventude, que foi de onde partiu esta iniciativa, no nosso concelho.
Aqui fica um breve registo desta acção, na zona do Larinho, onde se recolheu, em pouco mais de duas horas, uma camioneta e um tractor repletos de todo o tipo de lixo:

(clicar sobre as fotos, para as AUMENTAR)








