quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quinta-Feira Santa

Painel alusivo ao beijo de Judas, no Horto das Oliveiras, patente no altar do Santíssimo Sacramento da Igreja Matriz de Torre de Moncorvo.
Inicia-se hoje o Tríduo Pascal, da Paixão, Morte e Ressureição de Jesus Cristo. Versos populares alusivos à Quinta-feira Santa, recolhidas em Torre de Moncorvo, pela Dra. Júlia de Barros Ribeiro (Biló), em 1999, junto da Senhora Júlia Trovões, moradora na Corredoura (in Biló, Júlia de Barros, "Somos poeira, somos astros", ed. Magno, 1ª. ed., Leiria, 2000):

"Quinta-feira Santa
Padeceu Jesus
Ao outro dia
Padecer queria.

O demónio lhe perguntou
Tremes tu?
Ou treme a Cruz?

Jesus lhe respondeu:
Nem tremerei eu,
Nem tremerá a Cruz!

E quem da minha paixão e morte
Se lembrar
Quem três credos me rezar
Tudo quanto me pedir
Tudo lhe hei-de eu dar."

Enviado por Leonardo, com foto de sua autoria.

Linha do Douro, entre Tua e Pocinho, reabre hoje

Comunicado retirado do "site" oficial da REFER (http://www.refer.pt/pt/noticia.php?id=584):

"A REFER e a CP informam que na próxima quinta-feira, dia 1 de Abril, será reaberto à circulação de comboios o troço entre Tua e Pocinho, da Linha do Douro, após a reposição das condições de segurança.

O serviço de passageiros será reiniciado com o horário que estava em vigor antes da suspensão da circulação, em 25 de Dezembro de 2009, motivada por uma derrocada de grande dimensão ao km 142,500.

Está assim concluída a primeira fase da intervenção, o que permite a reabertura do troço à exploração ainda que com restrições de velocidade no local, que serão eliminadas no final de Setembro, após a conclusão da empreitada.

Para mais informações a CP recomenda a consulta dos seus canais de informação: call center 808208208, site www.cp.pt e estações ferroviárias.

Lisboa, 30 de Março de 2010"
-Como o comunicado saiu ontem, pensamos que está fora do alcance do "dia das mentiras"... Esperemos que o comboio da Linha do Douro continue a "ser verdade" e apelamos a todos os transmontanos para que utilizem esta via, belíssima, mais cómoda do que os autocarros e, apesar de tudo, bastante segura (e esperemos que agora um pouco mais). Se todos utilizarmos o combóio, haverá menos argumentos para o encerramento da linha. Uma boa proposta para uma viagem primaveril, sobretudo agora em "férias de Páscoa".

quarta-feira, 31 de março de 2010

Atmosferas

Torre de Moncorvo ao longe, sob um céu instável de uma primavera esquisita...


Aproximação à vila, aninhada nas faldas do Roboredo, e brincando às escondidas com a sombra das nuvens.
(Fotos de Engº. Afonso Calheiros e Menezes, a quem agradecemos)

terça-feira, 30 de março de 2010

Prova de Saltos


Daniela Costa, de sangue moncorvense e aluna da Cavalariça das Bouças, em Vila Real, saltou no passado fim de semana, com Cuca e Xhibia, no Centro Hípico de Matosinhos.

Cavalos

Um instantâneo já pouco comum, captado há pouco tempo: cavalos retouçando placidamente num lameiro entre o Carvalhal e o Felgar.
Animal de suprema beleza e nobreza, o cavalo, "Equus caballus" de seu nome científico, foi durante mais de 2.500 anos o transporte humano por excelência, na paz ou na guerra. Ainda hoje a potência dos motores dos automóveis se mede em... "cavalos"!

Registei o momento, recordando-me dos tempos em que, no lugar do actual povoado do Carvalhal - nascido de expectativas mineiras inconcretizadas - era frequente este cenário. Criação de cavalos era o negócio do pioneiro que aí morava, o Sr. Serafim da Purificação, numa casa isolada do lado direito da estrada que subia para Felgueiras. Depois é que veio a estação de serviço, oficinas, bares, restaurante, uma discoteca, muitas moradias, tal como aquelas cidadezinhas do velho Oeste americano, nascidas junto às estradas. E os cavalos desapareceram, e passaram a andar só no interior dos motores dos carros...

Não sei se é um puro-sangue, se é um "lusitano" de Alter, se tem alguma coisa de andaluz, mas que é um belo bicho, de linhas aero-dinâmicas, disso não há dúvida. Soberbo!
Txt. e fotos de: N.Campos

segunda-feira, 29 de março de 2010

Da transmontaneidade (2)

Depois da luz fenecer as cores dos montes morrem, mergulham nas trevas mas nem por isso os sinais de vida desaparecem. Não tardarão a surgir tremeluzires dos povoados distantes, barulhos misterioros de faunos, halos de luz longínquos Além-dos-Montes. Mas não é necessário haver luz para sentir a sua sempiterna existência. Deixe-se levar pelas asas da imaginação: percorra canados e ladeiras, sinta o silêncio das pedras e fraguedos, oiça o marulhar das ribeiras. Sinta a frescura da brisa depois de um dia Verão. Deixe passar o árido cieiro, espevite os sentidos com um dia de inverniça, sinta-se humano ao acender uma fogueira, olhe ao longes e quando encontrar beleza na aridez da paisagem será capaz de entender os seus segredos.

por: ANTÓNIO LOPES

http://antoniosague.blogspot.com/

foto: N.Campos (entre o Larinho e o Sabor)

domingo, 28 de março de 2010

Espreitando o vale do Sabor...

Alguns instantâneos de um passeio domingueiro pelas alturas do Larinho em direcção ao vale do Sabor:

Uma cabra serrana perfeitamente camuflada na paisagem…

Ovelhas placidamente pastando, como sempre, desde neolíticos tempos…

Um muro rústico delimitando um velho caminho…


O mítico vale do Sabor, que em breves anos será um infinito mar de água (doce ou amarga?)...

Um “zoom” sobre o remoto povoado medievo de Silhades, que será apagado do mapa…
Gemem os montes, gritam as fragas, cicatrizes indeléveis são acessos (de fúria, talvez) para os monstros amarelos que vão triturar o “canyon”….

Mais cicatrizes, ao longe, a ferida alastra…

"Quantas vezes os rios que passavam

detiveram seu curso, ouvindo os danos

que até os duros montes magoavam..."

Luís de Camões, Écloga dos Faunos

..

.
Fotos e Legendas de Elmano Saborino
.
.Outros links sobre este tema:

http://www.youtube.com/watch?v=QhbCgGYQl2Y&NR=1

E o recente documentário passado na RTP-2: http://arquivo.faroldeideias.com/arquivo_farol/index.php?programa=Documentarios

Exposição "Papoilas e outras cores de Trás-os-Montes" - inauguração

Conforme anunciado, foi inaugurada no dia 27 de Março, no auditório do Museu do Ferro, a exposição "Papoilas e outras cores de Trás-os-Montes", de autoria do Dr. Hernâni Carqueja. Aqui se patenteiam mais de uma centena de fotografias, que são resultado de um paciente trabalho realizado sobretudo ao longo das margens do rio Sabor, por um amante da fotografia com raízes no Felgar.
A quase totalidade desta recolha centra-se no vale do rio Sabor, tendo sido efectuada sempre no período primaveril, ao longo de vários anos, de forma a tirar partido do colorido dos campos nesta estação do ano, como explicou o autor.
Pela côr e pela beleza dos motivos e das paisagens, é uma Exposição a não perder!
Está patente no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo até ao próximo mês de Maio, todos os dias de semana (excepto segundas-feiras).

Para ver mais:

http://parm-moncorvo.blogspot.com/2010/03/exposicao-papoilas-e-outras-cores-de_28.html

e

http://www.torredemoncorvo.pt/museu-do-ferro-e-da-regi-o-de-moncorvo-recebe-exposic-o-papoilas-e-outras-cores-de-tras-os-montes

sexta-feira, 26 de março de 2010

Amanhã (dia internacional do Teatro): grupo "Alma de Ferro" no Felgar!

O GTAF (Grupo de Teatro Alma de Ferro) leva amanhã à cena, pelas 21;30h, no Salão dos Proprietários do Felgar, a peça "O Velho Ciumento", baseada na obra "El celoso extremeño", do escritor espanhol Miguel de Cervantes (nascido em 1547; falecido em 1616), o célebre autor do "D.Quixote de la Mancha".
Tal como na novela da Cervantes, a peça representa a história de um marido já idoso que havia casado com uma jovem, mas que, por razões óbvias, vive na desconfiança de ser enganado por ela, razão pela qual procura controlar todos os seus passos. Mas em vão. Ajudada por uma alcoviteira, a jovem esposa consegue iludir a apertada vigilância e introduz em casa um amante. O resto só vendo, para quem ainda não viu a peça.
Lembramos que o grupo moncorvense Alma de Ferro já encenou esta peça no ano passado, no teatro do Celeiro. Boa oportunidade para rever - amanhã, Dia Internacional do Teatro, no Felgar. Não se esqueça!


(para ver mais detalhes, clicar sobre o Cartaz)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Exposição no Museu, no próximo Sábado

(clicar sobre o cartaz, para AMPLIAR)
Exposição fotográfica:
Papoilas e outras cores de Trás-os-Montes
Sobre o Autor:

Hernâni Carqueja nasceu em 1962, em Coimbra. O seu pai, assim como os avós paternos, são naturais do Felgar, o que motivou uma ligação do autor à região de Trás-os-Montes. Em 1986 licenciou-se em medicina, tendo também estudado música no Conservatório de música do Porto. Em 1996 especializou-se em psiquiatria, tendo, em 2005 publicado um livro com o nome: “Os rapazes da droga”. O seu interesse pela natureza, levou-o a percorrer muitos caminhos transmontanos, sendo as fotografias que expõe, essencialmente, o resultado de caminhadas primaveris que decorreram algures entre 2003 e 2009, pelas margens do rio Sabor.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Torre de Moncorvo voltou a Paris

Depois do sucesso dos anos anteriores a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo voltou a fazer-se representar em Nanterre/Paris através de uma exposição/venda de produtos regionais, numa grande festa realizada pela ARCOP – Associação Recreativa e Cultural dos Originários de Portugal.

Foram dias de imensa alegria para muitos moncorvenses e transmontanos que assim puderam matar saudades da sua terra através da informação e dos produtos que adquiriram a preços do produtor. A festa que decorreu nos dias 12, 13 e 14 de Março, num centro de exposições de Nanterre, teve a participação de grupos corais e musicais, ranchos folclóricos e fadistas para além da actuação da conhecida banda minhota “Roconorte”.

Fonte: "site" da CMTM.

Ver mais: http://www.torredemoncorvo.pt/torre-de-moncorvo-voltou-a-paris

terça-feira, 23 de março de 2010

Feira de Torre de Moncorvo

Hoje é dia de feira na vila. É a primeira da primavera, estando sobretudo concorrido o sector das árvores para plantação, que nos escapou à objectiva fotográfica.
Ficámo-nos por uma vista geral da zona dos tendeiros (ao lado do cemitério) e dos vasilhames e outras quincalharias (de lata, plástico, etc.) - dantes seriam os potes de barro...

A feira de Torre de Moncorvo é a mais antiga "instituição" comercial da vila. Nasceu com ela, no reinado do senhor rei D. Dinis, seguramente logo a seguir à concessão do foral. D. João I tornou-a franca. Resistiu aos tempos, durante mais de sete séculos!
Para quem não sabe, a nossa feira é aos 8 e 23 de cada mês e há três ditas "feiras de ano": 10 de Maio (a feira das cerejas), 13 de Agosto e 11 de Setembro. Há ainda a feira de Natal, que coincide com um dos dias consignados (8 ou 22 de Dezº.).
E, por falar em feira, falemos ainda nas práticas agrícolas: diz o Seringador que hoje é dia de se semearem os melões, pepinos, abóboras, milho, linho (esta cultura caíu já em desuso), bredos, alfaces, cenouras e todas as pevides azedas [sic]. Nas terras quentes plantam-se figueiras.
Ah, e a propósito, hoje é o Dia Mundial da Meteorologia.
Texto e fotos: N.Campos

segunda-feira, 22 de março de 2010

Município comemora Dia Mundial da Árvore, com escolas e jardins de infância


Os alunos dos Jardins-de-Infância, escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico e Educação Especial do concelho reuniram-se, no dia 22 de Março, segunda-feira, na Praça Francisco Meireles em Torre de Moncorvo, para comemorar o dia Mundial da Árvore.

As crianças fizeram a ornamentação de carrinhos de mão com flores e construíram árvores com materiais recicláveis, que foram colocados em exposição na Praça Francisco Meireles.
Os trabalhos ficam expostos até ao dia 24 de Março, sendo depois transferidos para o Pátio da Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo, onde podem ser visitados até ao dia 31 de Março.

Dia Mundial da Água

Marco de água em ferro fundido, em Torre de Moncorvo (foto de João P. V. Costa)
Há sempre um dia mundial para qualquer coisa... Mas este é dos que não podemos deixar passar em claro.
Porque a água é a fonte de toda a Vida; porque é a água que faz a diferença do nosso planeta - a bela Azul! - no concerto do Universo; porque o nosso próprio corpo é composto, em grande medida, por água... E, graças a Deus, ou aos deuses, ou às conjunções da Natureza, este inverno ela foi bem abundante.

Quanto às políticas da água, aqui vos deixamos com este excerto da Directiva Europeia sobre a Água:
«[...] a água não é um bem comercializável como os outros, mas antes um património que é necessário proteger, tratar e defender como tal». - Pois, parece que o Chefe Seattle disse outro tanto em 1854, na sua célebre carta ao grande chefe branco de Washington... - ver, a propósito:

http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3981&ReturnCatID=1773

domingo, 21 de março de 2010

Dia Mundial da Poesia


Não citem palavras
daqui e de outrora
trepem nos sonhos
de vinha e de amora.


E o sol destes montes
qual plano infinito
grava nas fontes
o que não fica escrito.

J.Costa
21/03/2010