Planta da área intervencionada (Fonte: brochura intitulada "Viver Moncorvo", distribuída com o J.N. em 25.07.2009) Arrancou há pouco mais de um mês a obra de reabilitação do actual campo da feira de Torre de Moncorvo, que envolve a parte de cima do cemitério (desde a sede da ACIM e a zona das Aveleiras) e a parte de baixo, onde dantes se localizou o bairro social do Fundo de Fomento de Habitação.
Esta obra prevê a concretização de um espaço multi-funcional, com o ordenamento do espaço da feira, arborização, estacionamento automóvel, um parque infantil, pequeno bar e, futuramente, a nova capela de Santo Cristo, a localizar no recanto em forma de anfiteatro localizado ao fundo da rua de Santiago (ver planta).
Estado dos trabalhos em finais de AbrilA obra implica amplos movimentos de terras (como as fotos documentam), muros de contenção em alvenaria de xisto e "gavions" de granito, pavimentos betuminosos e em granito, lancis, mobiliário urbano, iluminação pública, drenagens e zonas verdes.

Construção dos "gavions" de sustentação de terras
A entidade responsável da obra é a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, que tem como parceira a Associação de Comerciantes e Industriais de Moncorvo (ACIM). O orçamento inicial do projecto é de 500.000€, sendo 350.000€ comparticipados pelo FEDER, 100.000€ pela administração local (CMTM) e 50.000€ pelo parceiro (ACIM).
Outro aspecto das obras nos inícios de MaioConvém recordar que a zona dos tabuleiros superiores do lado Sul do cemitério foram, outrora umas belas hortas ajardinadas que pertenceram a grandes proprietários da vila, como Abel Gomes e António Montenegro. Nos anos 80 do séc. XX os terrenos foram adquiridos pelo município, que aí instalou o estaleiro municipal e parque de máquinas. Com a transferência desta funcionalidade para a zona da antiga estação dos caminhos de ferro, já nos anos 90, o espaço em causa passou a ser ocupado pela feira e, episodicamente, pelos circos ou diversões ambulantes.
Estado actual dos trabalhos - implantação de lancis.
Do lado de baixo do cemitério, até aos anos 70 do séc. XX, foram igualmente terrenos hortícolas, que confinavam com o grande olival de Santo Cristo, propriedade de António Montenegro. Após o 25 de Abril, na 2ª. metade dos anos 70, de forma a resolver-se o problema da habitação em Moncorvo (não esquecendo o regresso de muitas pessoas do antigo ultramar, além de um maior afluxo de pessoas das aldeias para a vila), foi aí construído um bairro social de casas pré-fabricadas, que existiu até há poucos anos.
Recentemente o referido bairro foi demolido e o espaço foi também utilizado para a feira. Contudo, desde há anos que existe um projecto de se localizar aqui uma nova capela de Santo Cristo, por iniciativa da associação de moradores do bairro do mesmo nome.
Relembramos que a antiga capela de Santo Cristo foi demolida nos finais do séc. XIX devido ao alargamento do cemitério.
Fotos: exclusivo para blogue "TORRE.Moncorvo"