terça-feira, 13 de julho de 2010

7º Open internacional de parapente do Douro Superior


O clube de voo livre e aventura “Ares da Minha Serra” em parceria com a Federação Portuguesa de Voo Livre, promovem, de 22 a 25 de Julho de 2010, o 7º. Open Internacional de Parapente do Douro Superior, em Torre de Moncorvo.

Trata-se de uma competição da Federação Aérea Internacional que pontua para o Ranking Mundial de Pilotos.

Situada no coração do Nordeste Transmontano, no distrito de Bragança, Torre de Moncorvo é uma vila repleta de história e tradições. Desde o ano de 2002 que Torre de Moncorvo faz parte do roteiro de voo livre a nível internacional. São muitos os visitantes que se deslocam esta capital de concelho por ocasião dos eventos associados ao voo livre. Este evento tem o apoio da Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, Rádio Torre de Moncorvo, entre outros parceiros.

O Douro superior está repleto de descolagens que se encontram, na sua maioria, na linha montanhosa das Serras do Roboredo e Carvalhal e Lapinha.

Para quem é acompanhante da competição, a organização dispõe sempre de um programa alternativo de actividades desportivas, culturais e de lazer.

Acompanhe as nossas actividades e compareça na Serra do Roboredo para uma cobertura de um evento rica de cores e sensações nos céus de Torre de Moncorvo.

- Para mais informações, veja o "site" do Clube Ares da Minha Serra (está na coluna do lado direito deste blogue), ou então clique aqui: http://www.aresdaminhaserra.pt/

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Quadros da Emigração - Richmond Park

Mutilação

No topo da colina
sobranceiro e de vigia
mandou que me sentasse.


Tronco forte, robusto e
a brotar seiva,
mais orvalhada ainda
do que a do corte da cabaça,
tem mantido a compostura,
porque bebe nas raízes
da imponente e altiva árvore
que lhe deu a vida.
9 anos se escoaram:
chuva abundante,
neve e geada fria
trespassaram-no
todos os dias.



Agora, sento-me tranquila,
na verdura pascente,
a apreciar-lhe o miolo esfarelado
onde nascem cogumelos
a sugar-lhe o sangue todo
e que, inadvertidamente,
as crianças arrancam.



Assim, compadecida
do seu e do meu sofrimento
desço melhor à Origem
onde se enterra
nosso Tormento.
Isabel Mateus


Explosão de aroma

Erva-peixeira (Mentha cervina), em floração.


Esta planta, cada vez mais rara, ainda é utilizada no tempero dos peixes do rio. Pelo seu aroma, presta-se para afujentar certos animais indesejáveis, como os ratos. Aqui está um produto perfeitamente natural contra estes roedores.
Apesar da raridade, o seu cultivo é viável em vaso, jardins e hortas. Necessita de água e de umas aparadelas, de vez em quando, para rejuvenescer.

domingo, 11 de julho de 2010

Quadros da transmontaneidade (15)


O Arraial: a impaciência da descarga da meia-noite

As quatro silhuetas do conjunto vaguearão pelo palco sincronizando os movimentos com o ritmo da nova canção. O chalrar das guitarras subirá de tom. O vocalista anunciará a próxima. A quarta será lenta, convidará ao enlace de corpos. A massa infrene que há pouco deambulava pelo terreiro, e porque não tem par feminino, desaparecerá, aproveitará para matar a sede, que é sempre muita, no bar improvisado da comissão de festas.
E porque já passa da meia-noite e não de detectam sinais de estrondos lacrimejantes o mordomo-principal chamará ao alto-falante, e pela terceira vez consecutiva, o sr. pirotécnico. E os AND SO ON, como que para se fazerem ouvir, aumentarão o som, agora ao ritmo de um medley de influência brasileira.
– Atenção ao Sr. pirotécnico… atenção ao Sr. pirotécnico… – e o fogueteiro como que a criar impaciência combinada de véspera, ou evitar que o povo arrecolha à choça antes de tempo, não dá sinal de vida.
E o conjunto, sem descanso… sem parar… voltará aos ritmos animados. Voltará o bailarico, a às vezes a borrachice.
De repente, um morteiro.
- PUM!
As consciências, acrisoladas no tempo longo de monotonia e solidão, voltarão a ser postas à prova. O outão da Igreja iluminar-se-á pelo clarão. O povoléu, como que em transumância, afastar-se-á das paredes de cantaria, procurará locais centrais que lhe permitirão ver melhor a tão anunciada descarga.
-PUM! – Ribomba outro.

(Continua)

ANTÓNIO SÁ GUÉ
Imagem: João Costa

Proposta de férias-II (Foz do Sabor)

No seguimento da nossa proposta de férias, aqui ficam algumas delícias da Foz do Sabor:
Parque de merendas da Foz do Sabor, manhã cedo - várias mesas desertas, esperando pelo seu piquenique, com o Douro em plano de fundo...

Nas águas calmas do Sabor, perto da sua confluência com o Douro, um barco típico em momento de descanso...

O parque da Foz em dia de descanso, começa a animar... A esta hora está seguramente cheio de gente.

Pois é com estas embarcações que se pescam os famosos peixinhos da Foz. A bateira (lado esquerdo) serve para ajudar a esticar as redes...

Ah, e já cá estão eles na mesa... tudo a postos, - "pessoal, vamos para a mesa que a "peixada" vai começar!"

Coisas que fazem as delícias do nuestro amigo Ángel, como se pode ver dos ecos que chegam ao outro lado de lá: http://labodegadelasolana.blogspot.com/2010/07/trasosmontestierra-de-libertady-vino.html

Venham daí!

Txt. e Fotos de N.Campos

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Proposta de Férias-I (Torre de Moncorvo, vila)

Ora então com as férias a aproximarem-se (ou, porventura já iniciadas, para alguns), aqui fica a nossa proposta para uma visita.
Calor? "No problem!", há umas belas piscinas, ali para aquela zona que fica no canto superior direito. Há o parque de campismo e zona de lazer ao pé do Rio Douro, na Foz do Sabor. Há a frescura do parque de merendas da Santa Leocádia, no alto da serra do Roboredo, de onde foi captada esta vista aérea da muy nobre villa da Torre de Mencorvo....
Venha daí!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Canícula


Um empréstimo de Inverno para atenuar este bafo de Verão que nos desfaz em água.
Legenda e imagens: João Costa

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ROTA DO FERRO - pelos caminhos do Roboredo em BTT

Tal como aqui foi anunciado, realizou-se no passado dia 3.07.2010 um passeio de BTT (Bicicletas de Todo-o-Terreno), entre as minas da Carvalhosa e a Santa Leocádia.
Como se tratava de um percurso experimental, a adesão não foi a melhor, mas mesmo assim, dada a presença de dois veteranos nestas coisas, foi possível constatar que o trajecto proposto é perfeitamente exequível, apenas com 3 pontos de dificuldade maior, em termos de subidas, e duas ou três descidas acentuadas. Sendo relativamente fácil para quem está habituado a estas andanças, fica o aviso para os principiantes: preparem-se para "desmontar" em alguns pontos e levarem a "bike" ao lado (ah, e não esquecer do estojo de primeiros-socorros).
Digamos que objectivo principal da acção era demonstrar as potencialidades da serra do Roboredo para um desporto radical (amigo do ambiente, porque não é ruidoso), associado ao facto de aí se encontrar o grande jazigo mineral de Ferro, com amplos vestígios de exploração (minas da Carvalhosa, mina da Cotovia, etc.).

Há a acrescentar a beleza da área florestal (antiga mata nacional, agora gerida pelo município) em que impera uma grande mancha de carvalhos negrais (Quercus pyrenaica), assim chamados pela cor escura do tronco, embora, aqui seja conhecido por "carvalho branco" devido ao tom esbranquiçado da parte inferior das folhas.

Aqui fica a reportagem:
9:00h - Alguns participantes e organizadores, no alto das minas da Carvalhosa, onde foram recebidos por representantes da Junta de Freguesia do Felgar. Na Carvalhosa os técnicos do Museu fizeram uma breve explanação sobre as minas, sobretudo sobre a actividade realizada no século XX, pela empresa mineira Ferrominas.

9:00 h - Início do passeio cicloturístico, vendo-se a zona de exploração a céu aberto, onde as bancadas de extracção se encontram praticamente cobertas pela vegetação espontânea.
10:56h - Dois ciclistas no interior da mina da Cotovia ou da Portela, conhecida localmente pela mina do Zé Derreado devido à alcunha de um dos mineiros que aqui trabalhou, ainda nos anos 30 do séc. XX, com o engenheiro de minas alemão G. Schöenflick, por conta da Schnneider. Este consórcio internacional deteve uma parte significativa das minas de Moncorvo desde os finais do séc. XIX e a Segunda Grande Guerra, tendo realizado aqui amplos trabalhos de prospecção.

11:04h - Travessia de um dos trechos mais bonitos do percurso: a mata do Roboredo. Aproveitamos para informar que aos carvalhos deverá a serra do Roboredo o seu nome, pois os romanos chamariam indistintamente “quercus robur”, ou simplesmente “robur”, a estas árvores, o que comprova que o seu carácter autóctone.
Cerca das 12:30h - Na foto, um dos membros da organização e representante da Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, no final do percurso, no miradouro de Santa Leocádia.
Cerca das 13:00h - Aqui, no parque de merendas situado nas imediações da capela, teve lugar o repasto e confraternização com outros moncorvenses que já aí se encontravam noutro convívio.

A organização do evento coube ao Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, entidade suportada pelo município de Torre de Moncorvo em co-gestão com o PARM, sendo de destacar o apoio da Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, Associação Cultural de Torre de Moncorvo e colaboração das Juntas de Felgar e Felgueiras. Os organizadores agradecem ainda à MTI-Ferro de Moncorvo S.A. a autorização concedida para visita às minas.

Pretende-se futuramente que outras pessoas singulares ou colectivas, clubes de cicloturismo ou empresas de eventos, possam fazer este percurso, no sentido de se afirmar esta Rota do FERRO, pelos encantos do Roboredo.

Txt. e Fotos: N.Campos

Ver mais em:

domingo, 4 de julho de 2010

Quadros da transmontaneidade (14)

ARRAIAL: O Conjunto

As luzes do palco apagar-se-ão como que a marcar o início. O silêncio, durante breves segundos, aprofundará a ansiedade de muitos. Uns gemidos eléctricos sairão das trevas. Uns fumos rasteiros prepararão o ambiente de mistério que a letra da canção canta. A bateria explodirá numa batida forte que, para muitos, vem dos quintos-dos-infernos. As luzes explodirão numa sincronia de cores e sons. A rapaziada, cá em baixo, bem junto às colunas que debitam decibéis, abanar-se-á, se calhar como forma de protesto, ao ritmo da batida primária que o esforçado baterista faz sobressair. “A godalha da filha da Amélia continua aos saltos, lá no meio”, no dizer do povoléu que já sem espírito para se deixar enlevar por aqueles ritmos se mantém encostado às paredes que bordejam a praça e, no meio da populaça, vão descortinando, aqui e ali, as caras novas que aparecem nessa altura do ano.
A descarga da meia-noite aproxima-se, dirá o foguete que explodirá quando faltarem 15 minutos para a meia-noite.

(Continua)

ANTÓNIO SÁ GUÉ
Foto N.Campos/blogue TORRE.Moncorvo

quinta-feira, 1 de julho de 2010

ROTA DO FERRO, pelos caminhos do Roboredo em BTT

O Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, instituição co-gerida pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e pelo PARM, promove no próximo dia 3 de Julho (sábado), um passeio cultural em bicicleta, designado "ROTA DO FERRO/pelos caminhos do Roboredo em BTT".

Como se depreende, o percurso atravessará longitudinalmente a Serra do Roboredo (concelho de Torre de Moncorvo) desde as Fragas da Carvalhosa (antiga exploração mineira da Ferrominas) até à capela de Santa Leocádia/S. Bento, numa extensão de cerca de 11,5 km, pela cumeada da serra e pela vertente Norte, acima da meia-encosta, pelo chamado "caminho do meio", onde uma bela mancha florestal com árvores centenárias fornecerá a almejada sombra para mitigar o sol do final da manhã. A saída do alto das Fragas da Carvalhosa é às 9:00 horas e prevê-se a chegada para as 12:30h, no miradouro da capela de Stª. Leocádia/S. Bento, onde decorre o almoço, no parque de merendas, à sombra frondosa das árvores.


O objectivo da organização foi procurar "agarrar" um certo "turismo de nicho", pois há várias pessoas a praticar cicloturismo um pouco por toda a parte, incluindo a nossa região, pretendendo-se o fomento do desporto e a promoção turística do nosso património geomineiro, além de se dar a conhecer os encantos da serra do Roboredo e da paisagem que dela se avista.

Espera-se assim lançar percursos em redor da temática do Ferro, elemento distintivo de Moncorvo, rotas essas que podem depois ser exploradas por qualquer pessoa, individualmente ou em grupo (associações ou clubes), ou mesmo empresas do sector, numa perspectiva amiga do Ambiente (cicloturismo ou mesmo pedestreanismo), aliando a componente lúdica, desportiva e cultural. – Um complemento ao ar-livre para quem queira saber mais, depois da visita normal ao Museu.

Esta iniciativa conta com o apoio e colaboração da Juntas de Freguesia de Torre de Moncorvo, Felgueiras e Felgar e Associação Cultural de Torre de Moncorvo. A visita às minas foi autorizada pela MTI-Ferro de Moncorvo, SA, que está a realizar prospecções na zona das minas. A explicação sobre os antigos trabalhos mineiros realizados nesta zona, estará a cargo de funcionários do Museu.

O trajecto pode ser visto no seguinte link do GPSIES: http://www.gpsies.com/map.do?fileId=aplpcflszhmhkund

Mais informações sobre este assunto, podem ser vistas aqui:

http://www.torredemoncorvo.pt/passeio-btt-rota-do-ferro-pelos-caminhos-do-roboredo ou em:

http://parm-moncorvo.blogspot.com/2010/06/rota-do-ferro-pelos-caminhos-do.html

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cacto & Cardos




Desculpem-me o abuso na utilização de mais um pouco de espaço, mas não quis deixar de registar a beleza dos espinhos da flora transmontana. O nome científico ficará para os especialistas, enquanto o sabor do figo-da-índia nos aguarda até Agosto.
Nota: Todas as imagens foram obtidas entre Sequeiros e Torre de Moncorvo, no passado dia 26.
Texto e fotos: João Costa

domingo, 27 de junho de 2010

Jornadas Culturais - Centenário da República

Tal como anunciado, decorreram ontem, na Biblioteca Municipal, as Jornadas Culturais para a comemoração do Centenário da República, uma iniciativa da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, com a colaboração da Fundação Eça de Queiroz.
Numa primeira parte, a Professora Doutora Fátima Marinho dissertou sobre “ A implantação da República e as suas representações na Literatura Portuguesa da Pós - Modernidade”, colocando em destaque Os Teles de Albergaria(1901), de Carlos Malheiro Dias, Próspera Fortuna (1910), de Abel Botelho, A Escola do Paraíso ( 1960), de José Rodrigues Miguéis, Vida e Morte dos Santiagos (1985) e O Segredo de Miguel Zuzarte (1990), de Mário Ventura, Levantado do Chão (1980), de José Saramago, Memórias Laurentinas (1996) e Fama e Segredo na História de Portugal (2006), de Agustina Bessa Luís, A Herança de D. Carlos (2008), de António Cândido Franco, e ainda alguns textos de diversos autores publicados em A República nunca existiu (2008).
Já num segundo momento, o público teve a oportunidade de ouvir “A República na Génese da Modernização Política Portuguesa (1910-2010)", numa intervenção do Professor Doutor Manuel Loff.
Mesa: Dª Helena Pontes, Engº Aires Ferreira, Presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, Professora Doutora Fátima Marinho e Professor Doutor Manuel Loff.

Professora Doutora Fátima Marinho e Professor Doutor Manuel Loff, docentes na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Txt. e Fotografias de João P. V. Costa

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Alma de Ferro: volta à cena, hoje, sexta-feira!!

Depois do sucesso retumbante da estreia, na passada sexta feira, dia 18 de Junho, o grupo de teatro Alma de Ferro, leva novamente à cena a peça "Falar Verdade a Mentir" de Almeida Garrett, hoje, no Celeiro (Rua Luis de Camões, junto à antiga estação da CP), pelas 21.30 horas.

Como sabem, Almeida Garrett é o mestre da dramaturgia portuguesa, no séc. XIX. Caso ainda não tenham assistido a esta excelente representação, não percam esta oportunidade!

Fotografia gentilmente cedida por Alma de Ferro.

Quadros da transmontaneidade (13)

O Arraial: a arrematação

De léguas a porras um foguete ribombará nos ares. Por conta do inesperado estrondo as consciências estremecerão e os olhares convergirão.
Lá pelas 23 horas a impaciência de muitos estará no auge: a banda de música pretenderá tocar a última rapsódia e despedir-se daqueles que a acompanharam ao longo do dia. Os AND SO ON continuarão a afinar as cordas, como que a justificar a sua existência. A rapaziada, que quer abanar o capacete, aproximar-se-á deles. O arrematador de serviço, imune a tudo, continuará a leiloar, a despachar para dizer bem e depressa, as últimas prendas ainda eiradas nas prateleiras improvisadas:
- Quanto vale esta? Olhem só esta beleza… - o desmesurado gabanço às ofertas transformadas em mercancia, continuará. As piadas, as simulações de entrega, o incentivo para dar mais 1, tudo ampliado pelo zurrante, o alto-
-falante, sobrepor-se-ão à zoada de fundo das conversas cruzadas.
O gabarrista de serviço sente que está sozinho e passará, finalmente, a palavra à banda que, em jeito de marcha triunfante, seguirá rua abaixo e entrará na carreira do Santos quando os AND SO ON afugentarem os mais velhos.

(Continua)

ANTÓNIO SÁ GUÉ

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Este Verão proteja a floresta contra os Incêndios!

(Clicar sobre as imagens para as ampliar)

Fonte: Comissão Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios