quinta-feira, 18 de julho de 2013
2º Festival de migas e peixes do rio da Foz do Sabor
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Este fim de semana: 2º Festival das Migas e Peixe do Rio, na Foz do Sabor
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Peredo dos Castelhanos
Paisagem observada a partir da "Barca", no Peredo dos Castelhanos, encimada pelo Museu do Côa.
Enquanto a natureza nos inebria o olhar, a subtileza dos canelões tomam conta do paladar.
sábado, 23 de abril de 2011
Páscoa moncorvense
Decorrem as celebrações da Semana Santa em Torre de Moncorvo, com a solenidade habitual. Na igreja da Misericórdia reverencia-se o andor de Cristo carregado a Cruz (foto de Rui Leonardo).
Depois do jejum, vêm as iguarias pascais típicas da nossa região: o folar e as famosas amêndoas cobertas de Moncorvo (fotos de N.Campos).terça-feira, 28 de dezembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Caldo de cricos
O sabor da simplicidade!
Confraria de Bem Comer - recolhas gastronómicas
Recebemos notícia do nosso amigo Carlos Manuel Ricardo (mais conhecido por "Camané") que ele e um grupo de amigos estão a organizar uma Confraria de Bem Comer e Melhor Beber, já com estatutos e grupo musical de acompanhamento.Um dos propósitos é a recolha de aspectos da nossa gastronomia regional, sua divulgação e promoção.
Pelo que ainda que seja fora de época, aqui deixamos uma receita de Páscoa (ou Pascoela), que o amigo Camané nos enviou, retirada de uma obra gastronómica muito conhecida, intitulada "Festas e Comeres do Povo Português", de que foi co-autor um moncorvense ilustre: Afonso Praça (em colaboração com Maria de Lurdes Modesto e Nuno Calvet):
«EMPADA DE MONCORVO:
Esta bola ou folar da região de Moncorvo recebe o nome de Empada, marca a diferença na forma de armar. Há no entanto quem sustente que deverá ser oval como é o caso de habitantes da região de Mirandela onde recebe a designação de Folar e leva sempre galinha guisada e desossada.
Agora a receita dita pelo bom povo moncorvense:
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1kg de farinha
1 colher de sopa de sal
100g de pão em massa
2,5dl de água
25g de fermento de padeiro
8 ovos
1,25dl de azeite
125g de manteiga
500g de presunto
100g de salpicão
100g de linguiça (chouriça de carne)
50g de toucinho
1 ovo
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1. Peneira-se a farinha com sal para um alguidar;
2. À parte, desfaz-se o pão em massa com a água tépida, junta-se o fermento de padeiro e desfaz-se conjuntamente. Esta preparação é adicionada à farinha, misturando-se tudo;
3. Juntam-se os ovos, passados por água morna, o azeite e a manteiga. Amassa-se tudo, juntando ou mais farinha ou água tépida, de modo a obter-se uma massa com a consistência da massa do pão;
4. Põe-se a levedar, quando a massa se apresentar rendilhada (dobrou o volume) divide-se em duas partes, sendo uma maior e outra mais pequena. Estende-se a mais pequena em formato redondo do tamanho aproximado de um prato. Dispõem-se as carnes cortadas em fatias finas sobre a massa não devendo chegar aos bordos;
5. Estende-se então a segunda parte de massa e com ela cobrem-se as carnes metendo os bordos por baixo da primeira rodela de massa de modo a que as carnes não se escapem. Deixa-se a massa levedar novamente, pincela-se a superfície com ovo batido e leva-se a “EMPADA” a cozer em forno bem quente (200ºC).
Nota:
Querendo, pode usar-se uma forma redonda que deverá ser bem untada com manteiga».
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Nota de Camané Ricardo:
«Ainda não consegui a receita das famosas "migas de feijão pequeno à moda da Vilariça", como as preparava o saudoso Beto Castelo, e do “bacalhau à meu“ cujo autor foi o sempre saudoso Sr. Viriato».
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Ficamos a aguardar estas recolhas, e, tal como foi proposto, que as "migas de feijão piqueno" se declarem como prato oficial de Moncorvo, pois era o prato-forte dos jeireiros da Vilariça, noutros tempos.
domingo, 11 de julho de 2010
Proposta de férias-II (Foz do Sabor)
Parque de merendas da Foz do Sabor, manhã cedo - várias mesas desertas, esperando pelo seu piquenique, com o Douro em plano de fundo...
Nas águas calmas do Sabor, perto da sua confluência com o Douro, um barco típico em momento de descanso...
O parque da Foz em dia de descanso, começa a animar... A esta hora está seguramente cheio de gente.
Pois é com estas embarcações que se pescam os famosos peixinhos da Foz. A bateira (lado esquerdo) serve para ajudar a esticar as redes... Ah, e já cá estão eles na mesa... tudo a postos, - "pessoal, vamos para a mesa que a "peixada" vai começar!"
Coisas que fazem as delícias do nuestro amigo Ángel, como se pode ver dos ecos que chegam ao outro lado de lá: http://labodegadelasolana.blogspot.com/2010/07/trasosmontestierra-de-libertady-vino.html
Venham daí!
Txt. e Fotos de N.Campos
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Amêndoas de Moncorvo
Aqui em pormenor, misturam-se as "peladinhas" e outras mais cristalizadas, fruto de paciente e intenso labor das doceiras da amêndoa.domingo, 4 de abril de 2010
Folares da Páscoa
Páscoa em Trás-os-Montes sem folar, não é Páscoa. Depois do jejum da Quaresma (noutros tempos só se podia comer carne neste período desde que se pagasse a "bula" à Igreja), no domingo de Páscoa era dia de se "desfazer o folar". Os folares faziam-se nos fornos comunitários ou, no caso das famílias mais ricas, em fornos particulares.
Folares já prontos, mantendo-se o borralho, em 1º. plano num forno de abóbada (foto de Tozé Carneiro -Felgar, 2008)Água, farinha, ovos, azeite, fermento, manteiga, sal q.b., para se fazer a massa, carne de porco e enchidos para o recheio, em camadas, era depois de tudo muito bem amassado e "adormecido", metido no forno, em tabuleiros, onde horas depois se produzia o milagre apetitoso. Antes era o folar pincelado com gema de ovo, para se lhe dar uma aspecto mais "envernizado".
Além dos folares de carne faziam-se também os "folares doces", ou bolos da Páscoa, também confeccionados com farinha e ovos, aguardente e açúcar muito pouco, pois este era sobretudo aplicado no cimo do bolo, onde depois formava uma espécie de crosta estalada.
Ainda em Moncorvo, neste período, não se podiam esquecer as indispensáveis e famosas amêndoas que se davam aos afilhados, tal como o folar, os quais levavam o ramo enfeitado aos padrinhos e madrinhas.
Infelizmente, nestes tempos de consumismo, o "folar" dados aos afilhados traduz-se mais numa nota de X Euros, conforme as possibilidades e mãos-largas dos padrinhos/madrinhas.
N.Campos



Depois, o tradicional borrego na brasa.
E para desenjoar, uma saladinha de azedas. 