domingo, 29 de abril de 2012
Faleceu o Sr. Manuel "Pai-Nosso"
Em 1966, numa fase já decadente das minas, acabou por sair da empresa e foi tentar a sorte em França. Regressou mais tarde e montou uma empresa de construção civil.
Homem muito conhecido e popular no concelho de Moncorvo, sobretudo pela sua devoção clubística pelo Futebol Clube do Porto (foi organizador de vários encontros de portistas), encontrava-se aposentado e com problemas de saúde em grande medida decorrentes do seu trabalho nas minas, com problemas respiratórios que o acompanharam pelo resto da vida.
Recentemente, em virtude do interesse suscitado pela hipotética reabertura das minas, o Sr. Manuel "Pai-Nosso" foi bastante procurado por repórteres de jornais, rádios e televisão, já que era um dos poucos pioneiros da Ferrominas ainda vivos. Deu várias entrevistas, tendo participado juntamente com seu irmão Arnaldo Costa e o colega Joaquim Vieira, na reportagem "Miragem do Ferro" de Victor Bandarra, apresentada pela TVI no dia 7.01.2012: http://www.tvi24.iol.pt/aa---videos---sociedade/ferro-miragem-do-ferro-reportagem-tvi24-torre-de-moncorvo-mina/1315329-5795.html
O seu funeral realizou-se ontem, tendo a urna sido coberta com uma bandeira do clube da sua paixão, o FCP.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Tipografia Globo é notícia!
http://torredemoncorvoinblog.blogspot.pt/2009/09/tipografia-globo.html
http://www.mensageironoticias.pt/noticia/313
segunda-feira, 16 de abril de 2012
in memoriam Dr. Carlos Girão
Como se diz que um mal nunca vem só, quase a seguir ao Sr. Capela, faleceu este fim-de-semana o Dr. Carlos Girão, advogado e antigo professor da Escola Secundária de Torre de Moncorvo, de raízes felgarenses, embora natural de Pegarinhos, concelho de Alijó, onde nasceu em 17.10.1946.Tendo-se licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, foi director da Casa Pia (secção de Pina Manique), regressando mais tarde (em 1979) às origens moncorvenses. Aqui, em colaboração com o Sr. Norberto Moreira, fez algumas emissões de rádio (fase "pirata") na então designada Rádio Roboredo, ainda antes de a mesma ser adquirida pela Associação Cultural, actividade que retomaria posteriormente. Entretanto, ia escrevendo também para a imprensa regional.
Poeta inspirado, deixou-nos um livro de poemas intitulado "Relógio de Bolso" (editado em 1999), em que evoca, entre outros temas, aspectos da vida moncorvense, de que recordamos aquele extraordinário poema dedicado à praça, nos anos 70.
Além do seu problema de saúde e amargurado pela perda de sua esposa, Drª Lourdes Girão, em Novembro de 2009, o Dr. Girão não aguentou mais, deixando também ele de passear nesta praça da Vida...
A seus filhos João e José e a toda a família enlutada, os nossos sentidos pêsames.
O funeral realiza-se hoje pelas 17:00 horas, na igreja matriz de Torre de Moncorvo, dirigindo-se depois em cortejo fúnebre até ao cemitério do Felgar, onde ficará em companhia de seu pai e esposa.
Na foto: Dr. Girão declamando um poema de sua autoria no Museu do Ferro/Moncorvo, em 2007.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Requiem a Capela

segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Emigração - Ilca, uma vida entre Portugal e Suíça
Na edição em português do jornal suíço "on line" Swissinfo, é publicada uma reportagem (datada de Setembro de 2008) em que se conta a história de emigração de uma moncorvense que regressou às suas origens. Como aqui temos publicado diversas histórias de emigração, sobretudo pela pena da nossa distinta colaboradora Professora Isabel Mateus, aqui fica mais este depoimento. É caso para se dizer que há sempre um(a) moncorvese em todo o lado!«Trás-os-Montes, norte de Portugal. Desde os anos 50, essa região isolada, entre planícies e vales conheceu várias ondas de emigração. Originária de Torre de Moncorvo, Ilca Martinho voltou às suas origens depois de 15 anos na Suíça.
Originária de Torre de Moncorvo, Ilca Martinho voltou às suas origens depois de 15 anos na Suíça.
Em Torre de Moncorvo, região banhada pelo sol, os alto-falantes difundem permanentemente música portuguesa. Nas ruas dessa cidade (três mil habitantes), os carros são matriculados na Suíça, França e Alemanha. O verão é o mês dos imigrantes que vêm passar férias reparadoras em família, na pátria, antes de voltar para o país de acolho.
Ilca Martinho tomou um caminho diferente. Ela voltou a viver em Torre de Moncorvo após ter trabalhado em Sion, trazendo com ela sua filha, Catia. Desde então, Ilca vive dividida entre dois países e dois universos: seu marido trabalha até hoje na Suíça e seu filho vive com uma suíça.
Surpresa pelo interesse despertado pela sua pessoa, Ilca se mostra reticente antes de revelar alguns segredos pessoais. "Tenho 55 anos. Eu tinha 23 ou 24 quando abandonei meu país para seguir meu marido à Suíça, com meu filho de quatro anos. Imagine! Repentinamente eu me vi nas vinhas, eu que, apesar de ser filha de agricultores, nunca havia trabalhado no campo".
Os olhos negros de Ilca piscam maliciosamente. Na sua grande sala repleta de móveis em madeira maciça cobertos de cristais, confortavelmente instalada no seu sofá, ela tenta resumir sua vida entre a Suíça e Portugal.
O casal Martinho, quando chega à Sion em 1982, não tem dificuldade de encontrar emprego. Os contratos de nove meses se encadeiam como mandava a lei em vigor na época, antes de obter o visto de estadia. Ilca, orgulhosa de nunca ter sido ilegal, se candidata para um emprego na empresa relojoeira Swatch e obtém um contrato de operária. Seu marido torna-se motorista de caminhão, profissão que exerce até hoje.
"Eu os visito freqüentemente e meu marido vem dois meses por ano para cá. Hoje em dia é mais fácil de ir para a Suíça".»
Ler mais aqui: http://www.swissinfo.ch/por/Capa/Ilca,_uma_vida_entre_Portugal_e_Suica.html?cid=6891462
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Faleceu o mestre ferreiro Sr. António Carvalho
Ofereceu vários objectos da sua forja ao Museu do Ferro, tanto na fase da Ferrominas, como na fase em que o museu se instalou na sede do concelho. Por este motivo, em 2005, o museu organizou uma singela homenagem em sua honra, quando completou os 85 anos. Era visita regular desta instituição museológica, antes de as forças o reterem no Lar da Fundação F. Meireles, onde faleceu ontem. Os nossos sentidos pêsames a toda a família enlutada.sábado, 20 de novembro de 2010
Em memória do Ramiro Pessoa
«Considero a Vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde ela me levará, porque não sei nada (...). Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência.» - Fernando Pessoa, aliás Bernardo Soares, in "Livro do Desassossego", ed. 1982, p.220 quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Efeméride: Engº. Gabriel Monteiro de Barros (1923-1995)
(Recorte de "A Voz do Nordeste", 1995.04.04, vendo-se o Engº. M. de Barros na foto, ao centro, conversando com o então Presidente da República, Dr. Mário Soares, e Presidente da Câmara, Engº. Aires Ferreira, no momento da inauguração do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, na sede do concelho, pouco tempo antes de falecer - clicar em cima para AMPLIAR)Num apontamento necrológico datado de 4.04.1995, escrevemos: «Durante o 3º. quartel deste século [XX], falar em Moncorvo era falar em ferro. E falar em ferro era falar no Engº Monteiro de Barros». E, poderíamos ter acrescentado, falar no Engº. Monteiro de Barros era falar em Ferrominas e vice-versa.
Num momento em que o Museu do Ferro e da Região de Moncorvo se prepara para organizar uma exposição fotográfica dedicada à Ferrominas, com base numa pequena selecção de fotografias a cores tiradas por volta de 1957 pelo Engº. Gabriel Monteiro de Barros, dá-se a quase coincidência de o saudoso director das minas fazer anos por esta altura, ou seja, mais precisamente, neste dia: 4 de Agosto.
Assim, se estivesse entre nós, completaria hoje 87 anos, como nos recordou o seu sobrinho, Engº. João Pedro Monteiro de Barros Cabral, também engenheiro de minas, a quem deve o Museu (e Moncorvo!) a generosa doação do preciosíssimo acervo fotográfico de seu tio, além de alguns livros igualmente importantes, e que se encontram no Centro de Documentação/Biblioteca do Museu do Ferro. Para ele, o nosso bem haja!
A título póstumo, a exposição "Ferrominas.57" é uma prenda de aniversário a alguém que escolheu Moncorvo para trabalhar, para viver, para morrer e aqui ficar no seu eterno descanso. Não esquecendo, obviamente, todos os que verteram o seu suor (e, em alguns casos, o seu sangue) na dureza do trabalho das nossas minas de ferro.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Dia grande em Mós
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Pessoas 3 - O barbeiro e o lavrador (era assim...)
- Autor: António Basaloco (sénior)
- Título: O barbeiro e o lavrador
- Legenda: “Barbeando de terra em terra... de rua em rua... e de casa em casa. Até vai ao campo onde os lavradores descansam... enquanto fazem a barba”.
- Local/data: Mós (concelho de Torre de Moncorvo), 2002
sábado, 15 de maio de 2010
Pessoas 2- um sorriso
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Pessoas 1 - "Indignação"
Ficha técnica:- Título: Indignação
- Autor: António Basaloco (sénior)
- Local e data: Adeganha (concelho de Torre de Moncorvo), 2006
- Legenda: "...pois é. Agora ninguém vai à igreja. Antigamente inda vinha o padre d'Alfândega... agora nem esse cá vem... não le dá prás despesas..." [disse a senhora idosa]
(clicar sobre a foto, para a ampliar)



