sábado, 18 de agosto de 2012
Festa do Felgar (Senhora do Amparo) a decorrer este fim de semana!
Nota: agradecemos às comissões de Festas do concelho de Torre de Moncorvo que nos façam chegar os cartazes respectivos (em formatos jpeg ou tiff), para divulgação (gratuita). Basta enviar os ficheiros para o e-mail do blogue: memcorvo@gmail.com
segunda-feira, 16 de abril de 2012
in memoriam Dr. Carlos Girão
Como se diz que um mal nunca vem só, quase a seguir ao Sr. Capela, faleceu este fim-de-semana o Dr. Carlos Girão, advogado e antigo professor da Escola Secundária de Torre de Moncorvo, de raízes felgarenses, embora natural de Pegarinhos, concelho de Alijó, onde nasceu em 17.10.1946.Tendo-se licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, foi director da Casa Pia (secção de Pina Manique), regressando mais tarde (em 1979) às origens moncorvenses. Aqui, em colaboração com o Sr. Norberto Moreira, fez algumas emissões de rádio (fase "pirata") na então designada Rádio Roboredo, ainda antes de a mesma ser adquirida pela Associação Cultural, actividade que retomaria posteriormente. Entretanto, ia escrevendo também para a imprensa regional.
Poeta inspirado, deixou-nos um livro de poemas intitulado "Relógio de Bolso" (editado em 1999), em que evoca, entre outros temas, aspectos da vida moncorvense, de que recordamos aquele extraordinário poema dedicado à praça, nos anos 70.
Além do seu problema de saúde e amargurado pela perda de sua esposa, Drª Lourdes Girão, em Novembro de 2009, o Dr. Girão não aguentou mais, deixando também ele de passear nesta praça da Vida...
A seus filhos João e José e a toda a família enlutada, os nossos sentidos pêsames.
O funeral realiza-se hoje pelas 17:00 horas, na igreja matriz de Torre de Moncorvo, dirigindo-se depois em cortejo fúnebre até ao cemitério do Felgar, onde ficará em companhia de seu pai e esposa.
Na foto: Dr. Girão declamando um poema de sua autoria no Museu do Ferro/Moncorvo, em 2007.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Festa de Senhora do Amparo do Felgar - 2011
Aqui deixamos uma breve reportagem de alguns momentos, desde o sábado passado, tendo-nos faltado, deste feita, o registo do fogo de artifício e da forte chuvada/trovoada de ontem (domingo), que acabou por estragar a noite de ontem.
Em jeito de balanço: eventos culturais, muita música, animação, além da componente religiosa e, a terminar, uma impressionante trovoada na noite de ontem, eis a festa do Felgar 2011.
(clicar sobre as fotos para as AMPLIAR):
Capa do livro "O último Oleiro", de Rómulo Duque, onde o autor conta diversas estórias do barro e relata a sua experiência junto de António Rebouta (o ti-Roberto), aquele que é normalmente considerado o último oleiro do Felgar (a viver desta arte como profissional). A obra pode ser pedida à editora Sítio do Livro, Ldª (http://www.sitiodolivro.pt/)
Este ano, a figura de proa do cartaz da festa foi o Padre Víctor, verdadeiro caso de sucesso musical pelas nossas terras!...
Domingo à tarde: é o momento da monumental procissão, estreando a avenida nova...
Banda filarmónica de Paço de Sousa (na foto), seguida pela do Felgar, seguem a Senhora do Amparo, a caminho do Santuário...
O povo junta-se para ouvir o Sermão que será proferido do alto do púlpito do Santuário.
Tem a palavra o Sr. diácono Ilídio Mesquita - enaltecendo a Senhora que é Amparo dos felgarenses e de todos os que a Ela recorrem, mas, uma vez mais verberando os familiares que põem as crianças a cumprir promessas descalças, assim como a ostentação das notas nas fitas. Faz-se silêncio...
A virtuosa imagem ainda no andor, mas já no seu espaço, é exposta à devoção dos fiéis que aí vão depositar o seu óbulo e rezar as suas orações...
Um quadro de Rembrandt: cá fora, num recanto do adro, arde o fogo sagrado. Uma virginal Vestal luso-francesa observa pensativa as velas que ardem... Em que pensará ela? Será que procura no fogo ardente a essência do divino? ou será apenas o renovado reencontro com as suas origens, procurando manter viva a chama que a liga aos seus ancestrais? Só ela sabe...
Txt. N.Campos; fotos: N.Campos e Rómulo Duque
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Apresentação do livro "O último Oleiro", de António Duque
Este trabalho é resultado do convívio do autor com aquele que se considera ser o último oleiro do Felgar, o Sr. António Rebouta (mais conhecido por ti Roberto), falecido em 1987. António Duque aprendeu com ele as artes do barro e chegou a montar uma roda de oleiro em sua casa, tendo ajudado o velho oleiro na elaboração da sua última fornada. Aproveita o autor para relatar aqui as suas vivências na terra natal, referindo outros oleiros e, mais recentemente, o seu contacto com o Museu de Olaria (Barcelos), onde se encontra a mais relevante colecção de peças de barro do Felgar.
Esperamos que este contributo, depois dos trabalhos de Adriano Vasco Rodrigus, Maria da Graça Freitas/Manuel M. Macedo, N. Rebanda/Miguel Rodrigues e, mais recentemente, Liliana Reis, possa constituir mais uma achega para um núcleo museológico dedicado às Artes Cerâmicas do Felgar, que desde há anos vimos defendendo.
Sobre o autor, António Rómulo Duque, é, como dissemos, natural do Felgar, embora se encontre presentemente a trabalhar e a residir em Braga. Tendo seguido o destino de tantos jovens sem possibilidades económicas, começou a trabalhar muito cedo como empregado comercial em Moncorvo, mas o seu engenho e arte viria a revelar-se no campo da electrónica, de modo auto-didacta, tendo chegado a construir um emissor artesanal, na fase da febre das "rádios piratas", com que inaugurou a Rádio Felgar em 1988. Posteriormente foi responsável da parte técnica da RTM (Rádio Torre de Moncorvo), tendo fornecido equipamentos e montado o posto retransmissor desta rádio na serra do Roborêdo.
Homem dinâmico, Rómulo Duque foi co-fundador de associações (p. exemplo Associação Cultural do Felgar e Associação de Técnicos de Electrónica em Braga), sindicalista, aprendeu olaria, plantou árvores, é pai de filhos (nomeadamente do jovem musico Diogo Encarnação Duque),pelo que só lhe faltava mesmo escrever um livro!
Desde já os nossos parabéns ao amigo Toninho Duque por mais esta ousadia!
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/o-ultimo-oleiro/9789899734104/
Txt. de N.Campos
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
FESTA DE SENHORA DO AMPARO - FELGAR é no próximo fim de semana!
Como já aqui anunciámos (ver: http://torre-moncorvo.blogspot.com/2011/07/festa-de-n-senhora-do-amparo-cartaz-da.html) realiza-se no próximo fim de semana a grandiosa festa e romaria da Senhora do Amparo do Felgar.
A não perder!!!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Festa de N. Senhora do Amparo - cartaz da grande romaria do Felgar
segunda-feira, 30 de maio de 2011
SABOR_E_ANDO: passeio-convívio do Felgar a Silhades, no passado sábado
Felgar - vista geral, à saída do caminho para o vale de Moinhos (clicar sobre as fotos para AMPLIAR)A organização esteve impecável e todos os participantes ficaram satisfeitos. Aqui fica a reportagem fotogáfica desta inolvidável jornada:
Início do percurso, quando a energia ainda era muita.
A descer todos os santos ajudam...
Aproveitando para a amena cavaqueira...
Um dos muitos moinhos já abandonados...
Os caminheiros serpenteando em direcção ao rio...
Mais um belo moinho, este recuperado para casa de campo de um felgarense de bom gosto e amigo da natureza.
Construção em ruínas, esperando o dia da submersão...
Silhades à vista, espreitando por entre o arvoredo - uma visão que dentro em breve só ficará pelas fotografias...
A tranquilidade do Sabor, plena de bucolismo, apesar de já sem ninfas...
A velha azenha que, como um barco de pedra, cortou e venceu tantas vezes as águas do terrível rio, espera agora com ar derrotado o último momento...
O ponto de chegada é um oásis aprazível, sob freixos e choupos, qual Éden onde se esquece a tenebrosa "Crise"...
Lembrando as festas de S. Lourenço de há uns anos... Por quanto tempo mais, aqui, neste lugar, é possível desfrutar estes momentos de Felicidade terrena?
E a para animar a malta, ouviram-se os acordes do grupo dos "Aúpas", com Manel Salgado dedilhando o seu cavaquinho... sexta-feira, 27 de maio de 2011
Convívio - do Felgar até ao Rio Sabor
A associação U.D.F. (União Desportiva do Felgar) promove no dia 28 de Maio, já no próximo sábado, ou seja, AMANHÃ, um convívio que inclui concurso de pesca, passeio pedestre e almoçarada, com início pelas 8;00h.
A inscrição é de 10€, aberto a todos os pucareiros e não só!!
Não faltem!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Felgar - mau tempo derrubou sobreiro centenário
O mau tempo que se fez sentir na noite de 7 para 8 de Janeiro do corrente ano, com chuva e fortes ventos, provocou a queda de um velho sobreiro existente no adro do santuário de N. Srª. do Amparo.
Em comunicado divulgado aos felgarenses, o presidente da Associação da Mordomia do Santuário de Nossa Senhora do Amparo, José A. Rachado, exprime a tristeza daquela associação, responsável pelo espaço, pela queda da árvore, anunciando uma reunião para a resolução do problema (remoção do sobreiro e o que recolocar no seu lugar).
Considerando o seu porte, o sobreiro da Senhora do Amparo poderia ter mais de 100 anos. É possível que tenha surgido de geração espontânea, pois desde as vertentes do rio Sabor até à cota em que se encontra o Felgar, o sobreiro é uma espécie endémica. A duração média de vida de um sobreiro (cuja denominação científica é "quercus suber") pode oscilar entre os 170 e 200 anos. Assim, é até possível que a árvore derrubada tenha assistido à construção do santuário, nos finais do século XIX. Se isso não é certo, pelo menos viu passar muitas procissões neste adro, e à sua sombra decerto merendaram e descansaram milhares de romeiros, ao longo de tantos anos.
Independentemente de qual seja a decisão da Mordomia da Senhora do Amparo, quanto a nós, já que se tratava de uma árvore majestática, dever-se-ia aplicar o velho princípio de "rei morto, rei posto!" - monarquias à parte, um novo sobreiro, com data registada para conhecimento da posteridade: 2011.segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Felgar, Festa de N.ª Sra.ª do Amparo, 1943
Aspecto da festa do Felgar de outros tempos - anos 60 (Arquivo particular)Como nos foi prometido pela Drª. Júlia Ribeiro, em comentário ao "post" sobre a Festa do Felgar, aqui está o conto (verídico) sobre uma ocorrência da sua infância, na Festa do Felgar de há muitos anos:
Largo da Capela, pelas 9 horas da manhã.
Não sei se a festa nesse ano coincidiu com o meu aniversário. Sei que eu andava de palamenta rica: vestidinho vaporoso cor-de-rosa, com folhos e laços. As pessoas que vinham em grupos para a missa, diziam “Que linda boneca”. Eu olhava espantada, porque não via boneca nenhuma. A minha avó respondia “Muito obrigada”. Eu mais espantada ainda, porque aquelas pessoas não tinham comprado amêndoas nem licor. A minha mãe, radiante de frescura e felicidade, também respondia qualquer coisa que eu não entendia. Mais tarde soube que dizia : “A quem meu filho beija, meu coração adora”.
Mas vamos lá começar a prometida estorinha: andava eu por ali a brincar, de vestido cor-de-rosa, enquanto a minha mãe e a minha avó chamavam os fregueses, melhor dizendo, as freguesas, pois eram as mulheres quem tinha voto na matéria, “Ah, amiga, veja esta amêndoa! Olhai, qu’alvura, até os olhos cegam nela!” .
(A minha mãe e a minha avó vendiam amêndoa coberta, súplicas, cavacas , económicos e licor. Era uma forma de, em dois meses de verão, ganhar o dobro do miserável salário de camponesas durante os outros dez meses do ano).
Era antes da missa e do sermão que apareciam as boas freguesas: aquelas que queriam a amêndoa logo ao abrir dos sacos, sem um grão de poeira. Eram as que mandavam encomendas para os familiares nos Brasis, que nesse ano não tinham podido vir. Regateavam. Pagavam menos dois ou três mil reis, mas a minha mãe retirava-lhes cem gramas no peso. E toda a gente ficava satisfeita. Também vinham os próprios brasucas, mais as esposas, gordalhufas, cheias de cordões e anéis de ouro, para levar amêndoa coberta a patrões e amigos lá no Brasil. Pagavam com fartos rolos de notas que , impantes, desdobravam aos olhos cobiçosos dos menos afortunados.
Por último, já quase a missa a começar, veio um casal, aí nos seus trintas. Pediram um quilo de amêndoa, mas em três sacos, que em casa ela dividiria melhor. Depois da missa voltaram, fizeram festas à menina, que é linda c’mo sol e perguntaram se podiam levá-la a almoçar com eles. “Estamos ali, numa sombrinha atrás da capela”. “Muito obrigada, mas a minha filha não sai daqui”. “Que pena! Temos cabritinho assado no forno e um arrozinho... Até já estendi uma manta, para a menina não se sujar. Venha ver”. “Agradeço, mas já disse: a menina não sai daqui”. “Pronto, mulher, deixa lá” disse o homem. E virando-se para a minha avó ” Mas se estão com algum medo, a avó pode vir também e come connosco. Gosta de cabrito assado?”. A minha avó achou que não tinha mal nenhum. Pegou-me pela mão e fomos até à tal sombrinha. De facto, lá estava a manta estendida no chão . Não quis comer, disse-me “Porta-te bem” e voltou a manquitar para a venda da amêndoa que era onde fazia falta.
Mas a minha mãe não estava sossegada. “Vou lá espreitar”. Voltou numa corrida “O homem já dorme e a mulher está a dar pão-de-ló à menina”. E , mais descansada, continuou a apregoar as amêndoas branquinhas e o licor de canela.
Talvez tenha passado uma hora, talvez mais um pouco e a minha avó, sem dizer nada, foi espreitar. Lançou logo um grito que alvoroçou a festa. A menina, o casal, o macho tinham desaparecido. A gritaria da minha mãe... nem se consegue imaginar! “Roubaram-me a filha. Roubaram a minha menina”.
A Tia Maria Trovões foi logo chamar a Guarda que andava par ali. Parou a festa. Toda a gente, em grande alarido, foi buscar machos e mulas, até apareceram dois automóveis, mas estradas só havia uma e má. Homens e mulheres, raparigos atarantados, pelo meio cães a ladrar desorientados... A Guarda Republicana pôs-se à frente daquele povo e meteram-se por veredas e carreiros. A uns cinco ou seis quilómetros encontraram o casal. Eu ia a cavalo no macho toda contente.
Veio tudo para o posto da Guarda de Moncorvo. A Tia Trovões e as filhas ficaram a tomar conta da mesa da minha mãe. No posto da Guarda a mulher, por entre lágrimas, gritos e soluços, explicou que não tinha filhos, que não podia ter filhos. A minha mãe e todas as mulheres presentes tiveram pena dela. Mas o mais extraordinário foi quando o tenente da Guarda disse ao casal : “Mas vossemecês estavam convencidos que nós não vos encontrávamos? “ e o homem, até aí calado, respondeu: “O mundo é muito grande! “ Pela cabeça de todos passou a mesma ideia “ Brasil” . Com algum espanto, o tenente perguntou-lhes : “Então vossemecês onde vivem?” “Em Mazouco” , foi a resposta.
por: Drª. Júlia Guarda Ribeiro "Biló"
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Fadista Joana Costa (en)cantou no Felgar
Vencedora do Prémio Amália 2010, Joana canta desde muito cedo, tendo participado aos 16 anos numa revista realizada na Chamusca.
Como já se escreveu, esta fadista é "detentora de uma grande energia em palco e de um invulgar poder de interacção com o público", o que foi notório para quem a viu e ouviu cantar no recinto do Santuário da Senhora do Amparo. A sua simplicidade, grande à vontade, a par de uma voz extraordinária e excelente presença em palco, conseguiram "agarrar" a multidão que "colaborou" em alguns fados, cantando também e batendo palmas.
Os temas que interpretou no passado Sábado eram sobretudo do seu álbum "Recado" lançado em 2008, com letras de António Lobo Antunes, Tiago Torres da Silva, António Torre da Guia, Pedro Homem de Mello, Ferrer Trindade, Fernando Perez e Carlos Ary dos Santos. O acompanhamento musical esteve a cargo de Samuel Cabral (guitarra portuguesa), Nelo Garcia (viola) e Filipe Teixeira (contrabaixo).
Por: N.Campos e Rómulo Duque (fotografias)
Sobre Joana Costa, ver mais:
Festas de Nossa Senhora do Amparo - Felgar
![]() |
(clicar sobre a imagem para visualizar a reportagem fotográfica) |
Tiveram lugar no passado fim de semana as grandiosas Festas em honra da Nossa Senhora do Amparo do Felgar, como aqui oportunamente anunciámos. Considerando o elevado número de fotografias tiradas pelo nosso repórter de serviço, algumas delas são disponibilizadas num álbum à parte, bastando clicar na imagem acima para serem visualizadas.
Entretanto, aqui fica também um excerto de pequeno filme realizado por "TORRE.Moncorvo blog" com a entrada da procissão no adro:
Pode ainda ver o verdadeiro início da festa, clicando sobre este endereço Youtube (filme de A.M.Martins): http://www.youtube.com/watch?v=yxACymQ2NPo&feature=related
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Felgar em festas
domingo, 4 de abril de 2010
Folares da Páscoa
Páscoa em Trás-os-Montes sem folar, não é Páscoa. Depois do jejum da Quaresma (noutros tempos só se podia comer carne neste período desde que se pagasse a "bula" à Igreja), no domingo de Páscoa era dia de se "desfazer o folar". Os folares faziam-se nos fornos comunitários ou, no caso das famílias mais ricas, em fornos particulares.
Folares já prontos, mantendo-se o borralho, em 1º. plano num forno de abóbada (foto de Tozé Carneiro -Felgar, 2008)Água, farinha, ovos, azeite, fermento, manteiga, sal q.b., para se fazer a massa, carne de porco e enchidos para o recheio, em camadas, era depois de tudo muito bem amassado e "adormecido", metido no forno, em tabuleiros, onde horas depois se produzia o milagre apetitoso. Antes era o folar pincelado com gema de ovo, para se lhe dar uma aspecto mais "envernizado".
Além dos folares de carne faziam-se também os "folares doces", ou bolos da Páscoa, também confeccionados com farinha e ovos, aguardente e açúcar muito pouco, pois este era sobretudo aplicado no cimo do bolo, onde depois formava uma espécie de crosta estalada.
Ainda em Moncorvo, neste período, não se podiam esquecer as indispensáveis e famosas amêndoas que se davam aos afilhados, tal como o folar, os quais levavam o ramo enfeitado aos padrinhos e madrinhas.
Infelizmente, nestes tempos de consumismo, o "folar" dados aos afilhados traduz-se mais numa nota de X Euros, conforme as possibilidades e mãos-largas dos padrinhos/madrinhas.
N.Campos







