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sexta-feira, 15 de abril de 2011

concerto de Dizzi Dulcimer, na igreja matriz de Moncorvo no próximo dia 17/04

(clicar sobre as imagens para AMPLIAR)
Realiza-se no próximo dia 17 de Abril (Domingo), pelas 16 horas, na igreja matriz de Torre de Moncorvo, um concerto de saltério (antigo instrumento de cordas sobre caixa de ressonância, que na Idade Média se usava frequentemente na música litúrgica), pela consagrada artista britânica Dizzi Dulcimer - sobre esta artista e a execução do instrumento, ver, por exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=TxjpYHhfRyI (clicar sobre o link)

Este concerto é promovido pela "Turel", com produção de "Demiparati", tendo como parceiras as seguintes entidades: Diocese de Bragança-Miranda, Turismo Porto e Norte de Portugal, Turismo do Douro, Missão do Douro, Ministério da Cultura, sendo co-finaciada pelo QREN e ON-2.

A não perder!!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"FORUM ARTES E LETRAS DE TRÁS-OS-MONTES"

Enviada pelo nosso colaborador e amigo António Sá Gué, aqui fica esta boa notícia cultural:

Recentemente criado como novo espaço de divulgação de Artes e Letras em Trás-Os-Montes, este está já ao dispor dos interessados a partir de hoje.

Esperando poder ir ao encontro de autores e intervenientes culturais, o FORUM ARTES & LETRAS, estará disponível On-Line sob a forma de Blogue, a fim de poderem ser publicados textos, comentários, fotos, reportagens, videos ou notícias, numa abordagem cada vez mais actual e actuante, no panorama cultural da região.

A fim de ser o mais abrangente quanto possível, solicitamos aos interessados o envio o material disponível para o email antonius.affonsus@gmail.com a fim de o mesmo ser editado on-line.

Inicialmente baseado nas notícias veiculadas pelo site do Grémio Literário Vilarealense, aqui deixamos a esperança de dar eco também, a outras fontes de informação.

Ao Dr. Pires Cabral, incansável obreiro ao serviço da Cultura e da Região, aqui deixamos a devida vénia, pelas publicações inseridas no site do Grémio Literário Vilarealense, as quais nos serviram de fonte inicial.

Esperando que este espaço seja do agrado de todos, enviamos as melhores saudações,

FORUM ARTES E LETRAS DE TRÁS-OS-MONTES

terça-feira, 15 de junho de 2010

Recém-criada Academia de Letras de Trás-os-Montes com moncorvenses entre os fundadores

Nasceu, no passado sábado, aquando da XXI feira do Livro de Bragança, a Academia de Letras de Trás-os-Montes.
Esta ideia, "apadrinhada" pela Câmara Municipal de Bragança, reuniu várias personalidades trasmontanas ligadas às artes e letras, entre os quais os nossos ilustres conterrâneos António Manuel Monteiro (grão-mestre da Confraria dos Gastrónomos e Enófilos de Trás-os-Montes, e autor de vários livros e artigos de especialidade) e Rogério Rodrigues (escritor e jornalista, tendo sido um dos fundadores do Público, tal como este jornal salientou em notícia sobre este assunto).

Aqui fica a notícia do Público (12.06.2010):

«'É uma forma de reafirmar as identidades que temos que são, no fundo, a nossa salvação'. Foi com este toque dramático que Amadeu Ferreira, dirigente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e desde há muito defensor da língua mirandesa, este sábado se referiu à Academia das Letras de Trás-os-Montes, na sessão que oficializou a sua criação, no Centro Cultural de Bragança. Uma academia que, segundo o autarca de Bragança, Jorge Nunes, será apenas a segunda do género inscrita na Academia de Ciências de Lisboa e que, de acordo com Adriano Moreira, um dos seus fundadores, “nos momentos de crise o recurso às identidades aparece como fundamental”. Por isso, “esta academia inscreve-se nesta consciência de que esse é o facto”. “O que está em crise na Europa e em Portugal é o Estado e não a identidade. E são as identidades que precisam de ser defendidas porque são a pedra de base para a reorganização que precisamos”, sublinhou, no seu discurso.
Esta Academia junta escritores como Barroso da Fonte (Montalegre), Ernesto Rodrigues (Torre de D. Chama), Modesto Navarro (Vila Flor) ou Jorge Tuela (Vinhais), ou o jornalista Rogério Rodrigues (que esteve na equipa fundadora do PÚBLICO e é de Torre de Moncorvo), e inclui já parceiras com a Academia Galega da Língua Portuguesa, a Casa de Estudos Luso-Amazónicos (Brasil) e a Academia de Letras e Artes de Bragança do Pará (Brasil).»

Artigo de António G. Rodrigues, in Público, 12.06.2010 > ver mais em: http://publico.pt/Cultura/academia-das-letras-de-trasosmontes-nasce-para-salvar-identidade-da-regiao_1441650

Veja aqui outras notícias sobre este acontecimento:

Rádio Brigantia: http://www.brigantia.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=4017

Portal da Língua /Associaçom Galega da Lingua: http://www.pglingua.org/index.php?option=com_content&view=article&id=2520:nasce-a-academia-de-letras-de-tras-os-montes&catid=2:informante&Itemid=74

Na foto: Medalha comemorativa da Fundação da Academia de Letras de Trás-os-Montes

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Exposição sobre o Ensino na 1ª. República, no Centro de Memória

No contexto do 7º. Encontro dos Alunos e Amigos do antigo colégio Campos Monteiro, foi inaugurada no passado dia 5 de Junho (sábado), no Centro de Memória de Torre de Moncorvo, a exposição intitulada "O ensino público durante a 1ª. República".

Aqui se reúne um importante acervo de objectos e documentos, sobretudo recolhidos no concelho de Torre de Moncorvo, que permitem salientar a preocupação dos homens da 1ª república no sentido da alfabetização de um país então ainda largamente iletrado.

A recolha esteve a cargo das Drªs. Maria da Conceição Salgado e Júlia Barros Ribeiro, contando com a colaboração da Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo.
Além desta mostra, o encontro, promovido pela Associação de Antigos Alunos e Amigos do Colégio Campos Monteiro, foi ainda assinalado com a inauguração de uma outra exposição de adornos (ver "post" seguinte), um almoço-convívio e um passeio pelo concelho.
Fotos cedidas pela Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo, a quem agradecemos.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Quadros da Emigração - Londres

West Norwood School

Ontem, dia 26 de Maio, almocei na companhia do Tim, um dos responsáveis pelo Festival anual “Readers and Writers”, que ocorre em Lambeth durante o mês de Maio, e do Keith, o jovem bibliotecário da West Norwood Library, num restaurante Português de Lambeth. Sem ementa específica a lembrar a mesa tradicional portuguesa, bebi, contudo, um sumo Compal de maçã e o Tim dirigiu-se ao balcão para pedir um expresso e um pastel de natas. Ficou a saber que a delícia que degustava era o pastel mundialmente conhecido e muito apreciado. Pelos vistos, também por ele. Com aquela pausa para almoço, tipicamente portuguesa, partimos reforçados para a Escola Secundária (West Norwood School), onde nos esperava um grupo de alunos portugueses de mão-cheia. Entretanto, deixámos o Keith na biblioteca a preparar as perguntas que me haveria de colocar, ainda nessa mesma tarde, na sessão de apresentação de Outros Contos da Montanha e a repetir algumas frases em português para agraciar o público em sua língua materna.
Após alguns minutos de espera, vem ao nosso encontro Sam, que é o professor responsável pela realização do evento e acolhimento de Outros Contos da Montanha na Escola. À entrada da sala, duas adolescentes enquanto esperavam discutiam a formação do feminino referente à palavra escritor. Decidiram-se por escritora, mas riam-se dizendo que já não se lembravam. Não seria bem assim, porque foram os dois elementos com maior participação durante a sessão. Perguntaram-me de imediato qual o meu nome e eu perguntei-lhes um a um o de todos, querendo igualmente saber donde vinham. Chegavam de todos os lados, desde a Madeira, Lisboa, Barreiro, Setúbal, Porto… Eu apresentei-lhes a minha terra, a nossa terra, e falei-lhes da vegetação dos nossos montes, da urze e doutras plantas e das pessoas (transmontanas) que inspiraram estes contos. Disse-lhes que me identificava com aquele lugar e que lhes queria mostrar a sua riqueza, as suas tradições, o seu conto da tradição oral… E aí eles foram lendo em voz alta “O Rapaz e a Víbora” . Alguns com alguma dificuldade e outros de forma mais desenvolta, deram alma e vida àquele texto na sua sala de aula. Por fim, à laia de sumário feito no final da lição, perguntei se haveria um voluntário que quisesse resumir a história em apenas algumas frases. Fê-lo uma das meninas da indecisão entre escritor/escritora de forma escorreita e eficaz.
Penso que se colheram frutos, pois dali tiraram-se duas vertentes da mesma moral da história. Uma delas, saída da boca da rapariga e da narradora, diz que não se deve trair a amizade, neste caso o amor e a lealdade à nossa língua, porque é o meio por excelência de identidade e de cultura, ou seja, “a nossa pátria”. A outra, a que o professor proferiu em forma de “confessada” conversa: “Muitos dos alunos que aqui estiveram nunca se atreveram a participar numa aula, nunca leram em voz alta e nem sequer levantaram o braço”. E acrescentou: “Penso que para eles foi muito importante que a sua própria cultura chegasse, batesse à porta e se instalasse na sala de aulas”.
Eu digo obrigada a todos e espero que o interesse permaneça para que possam ler a versão integral do livro que se encontra na Biblioteca da escola.
Continuação de boa leitura!...