quarta-feira, 28 de julho de 2010

Banda de Carviçais vai a Portel (Alentejo)

Dia 30 de Julho (sexta) a Banda de Carviçais chega a Portel a seguir ao almoço.
Por volta das 19h tocam em Portel e a seguir rumam a Oriola onde será o concerto por volta das 21 horas.
Sábado a seguir ao almoço regressa a Carviçais.
Quem andar por terras alentejanas tem a oportunidade de poder ouvir ao vivo a Banda de Carviçais.


Txt. e foto: Rui Carvalho (www.forumcarvicais.com)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Cuidado com os fogos!

(Clicar sobre as imagens para as AMPLIAR)

Porque infelizmente estamos nesta espécie de "fruta da época", não é de mais alertar os habitantes da nossa região para terem cuidado com os fogos (bem bastam os fogos intencionais, de mão criminosa, que deveriam ser exemplarmente punidos!).

Assim, aqui editamos, de novo, o folheto que recebemos da Comissão Municipal de Defesa Contra Incêndios.
E se alguém verificar movimentos suspeitos, deverá alertar a GNR.
Vamos proteger a nossa floresta, um bem que é de TODOS!

“António Aguiar, sobrevoando o Douro e o Côa”, in “Desporto 24”

Ainda no rescaldo do VII Open de Parapente do Douro Superior/Torre de Moncorvo, aqui ficam alguns excertos de um artigo recentemente saído num jornal digital:

«Escolhe aí um golo perto do Soito para a prova de Moncorvo e envia-me as coordenadas". A encomenda do mestre Vítor deixara-o encantado com a perspectiva duma aterragem na sua terra e, ao mesmo tempo, tão longínqua da Serra de Reboredo, a 90 km. João depressa rumou a Alfaiates, no planalto, perto da barragem. Cedo encontrou um campo livre de vedações e de muros, sem árvores altas nem cabos, uma aterragem segura para qualquer piloto.

(…) No terceiro dia, sábado, já com mais pilotos inscritos em Torre de Moncorvo e sob um vento fraco e tórrido de Nordeste, optou-se por uma manga de 89 km até Alfaiates, Sabugal, perto da barragem, nos grandes campos, outrora de batalha, dum tempo conturbado da História de Portugal. Nunca da Serra de Reboredo, nem das outras serras nordestinas, havia sido desenhada e conseguida uma tão longa manga, transpondo a mais de 2000 metros de altitude o leito do Douro e, por três vezes, o do Rio Côa.


(…) Esta prova, organizada pelo Clube Ares da Minha Serra, de Moncorvo, e dirigida pelo ex-seleccionador Vítor Baía, não contou para o campeonato de Portugal por questões meramente administrativas, embora outras provas, que contaram, terem continuado a ficar aquém do nível desportivo das competições de parapente que há dez anos se desenham a partir da Serra de Reboredo com esta magnânima equipa técnica.

É de salientar o habitual bom acolhimento do Clube Ares da Minha Serra, o clube anfitrião, que, mesmo não tendo conseguido incluir a prova no Campeonato nacional, não deixa de registar a presença de alguns pilotos que nunca deixaram de comparecer, desde que ali se iniciaram as competições de parapente, há dez anos.

As classificações e os “tracklogs” dos voos estão disponíveis no site http://www.aresdaminhaserra.pt/

In: Desporto-24, 2010.08.02 > veja o artigo completo neste endereço: http://www.desporto24.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=6459:antonio-aguiar-sobrevoando-p-douro-e-o-coa&catid=103:opiniao&Itemid=288

Nota: fotos retiradas do "site" do Clube Ares da Minha Serra - ver mais no respectivo "site" mencionado acima.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

VII Open Internacional de Parapente do Douro Superior 2010 - mais um sucesso!

Realizou-se entre os dias 22 a 25 de Julho o 7.º Open de Parapente de Torre de Moncorvo/Serra do Roboredo, com várias descolagens na zona da Fraga do Facho (“Antenas”), Lapinha e Carvalhal.
Contando com algumas dezenas de participantes (e acompanhantes) esta é uma prova FAI de Categoria 2, que pontua para o Ranking Mundial de pilotos FAI.
A organização esteve a cargo do Clube A.M.S. (Ares da Minha Serra), sendo director do evento António Andrês e tendo director geral da prova Vítor Baía.

Mais uma vez em Torre de Moncorvo, o céu foi o limite, com várias pinceladas multicores sobre o manto azul do infinito...
Aqui ficam a lista dos participantes e os respectivos resultados:
Informação geral no "site" do AMS: http://www.aresdaminhaserra.pt/
Fotos: Rui Leonardo
Nota: Agradecemos ainda a informação enviada pelo nosso conterrâneo e amigo António Andrês, com uma palavra de estímulo para ele, a toda a organização e apoiantes, por esta realização que é já um excelente cartaz turístico da nossa terra.

sábado, 24 de julho de 2010

Canto da Cigarra

video

Se o Mundial de Futebol de 2018 se realizar na Península Ibérica, aqui está a substituta da vuvuzela!

Por João Costa

Pocinho: onde o canto da cigarra já não acorda combóios ...

Como alguns sabem, o escritor Francisco José Viegas tem origens no Pocinho e parece que até estudou em Moncorvo. Nas suas "vacances" por estes lados, de que deve ter fugido atendendo à tórrida canícula daquele fundão do vale do Douro, deixou-nos alguns escritos que retratam essa realidade (climática e não só). A propósito da cigarra do Vasdoal, ocorreu-nos este excerto, verdadeiramente sublime!, que fazemos acompanhar de uma fotografia do vale do Pocinho e Côrtes da Veiga (e de uma locomotiva moribunda), de autoria do nosso amigo Luís Lopes.

Então aqui vai a da cigarra:

«O canto da cigarra já não entristece os mortos. Se o ouvisses poderias ficar louco. Ouvi-lo na sua pujança infinita e religiosa intermitentemente, nas tardes terríveis em que o calor funde o ar - é a possibilidade de enlouquecer eternamente. Esse canto que se estende desde o infinito até ti é mais profundo que a verdade, nada mais para lá dele.
Elas cantarão milhares de vezes, far-se-ão ouvir de um lado ao outro do mundo e então serão terríveis as consequências, milhares de vezes anunciarão o futuro e o passado, os regatos profundos virão à superfície e tu enlouquecerás. Ouve o seu canto. Não o ouças. Esquece e não o ouças.
(...) é tremendo o canto da cigarra, espalha-se por todos os sítios, vem de aldeia para aldeia, cantai bichos invisíveis e terríveis, cantai até que a noite invada o mundo, cantai, pois, e espalhai-vos até aos confins do universo, cantai, invadi as sombras e tornai-as fogo, com o vosso canto tremem os céus, cantai até ao fim da vida, esse canto toca o interior das estrelas, o interior do mundo, o interior do rio.
Cantai ainda terrivelmente desde o invisível de tudo, quebrai o silêncio do mundo, o rumor das searas e tornai impossível o horizonte para lá do vosso canto, cantai, cantai na luz e da luz fazei treva imensa, mais poderosa que a escuridão, cantai, pois, de um lado ao outro do mundo é imenso o silêncio que tendes a quebrar, cantai até ser tarde para o silêncio».
FRANCISCO JOSÉ VIEGAS

Foto: Luís Lopes

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Camuflagem no Verão


Cigarra no tronco de uma amendoira. Somente através do seu canto, consegui localizá-la, depois de, com o olhar à distância, passar a pente fino a árvore onde actuava.


Um gafanhoto feito de terra e xisto.

E como não há regra sem excepção, esta bela borboleta-zebra (Iphiclides feisthamelii) indicava-me sempre o local onde ia aterrar, para lhe registar o melhor ângulo, daí a sua fotogenia. Por tal atitude, teve direito a duas fotos.

Fotos de João Costa
23-7-2910
Torre de Moncorvo

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Verão

Porro-bravo (Allium ampeloprasum)
Torre de Moncorvo - Junho de 2010
Foto de João Costa

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fábula


Moira do canto
em estalos de sol
nessa arte em fornalha
bem merecias um pouco
do celeiro da formiga.
Texto e imagem
João Costa

domingo, 18 de julho de 2010

Quadros da transmontaneidade (16)


O Arraial: a descarga da meia-noite

A seguir ao “PUM” iniciático (e que a todos assustará), uma revoada de morteiros principiará as hostilidades.
Os sorrisos, que estrondos tão potentes desencadearão, não se abrirão sem antes pedirem ajuda a Santa Bárbara.
A introdução, que para muitos é um prelúdio, terminará quando os primeiros foguetes lacrimejantes luzirem nos céus e desenharem pontos estrelados, multicolores e fugazes que se misturarão com ribombos estralejantes e tremeluzentes.
- Olha aquele, olha aquele… – dirá a Ti Antoino Madaleno com ar de basbaque e que, ao mesmo tempo, apontará para um que subiu encurvado e cairá lá para os lados das minas.
E estalejar intenso manter-se-á durante longos minutos, as cores iridescentes e as formas esféricas sobrepor-se-ão numa infinidade que a todos impressionará.
- Já há fogo lá para os lados da Eira do Velho, queira Deus que não seja nenhum palheiro – dirá o Ti Jaquim.
Mas a descarga na meia-noute não pode parar. Só vai no segundo andamento. Os lacrimejantes suceder-se-ão, subirão às alturas com silvos agudos e sibilantes, mas mais nada que isso, não haverá estouros, nem meios estouros, serão silenciosos. É como se dissessem: “não se distraiam com ruídos, captem a essência das coisas.” Os minutos passarão rapidamente, as bocas estarão abertas de espanto pelas formas tão bizarras que se desenham no céu.
- Este ano está melhor que o ano passado.
- ! Ele não… nem girândolas têm.
- Ai que não têm. – Confirmará o Ti Cassiano que também é mordomo.
E, como que a escutar as palavras predizentes, o céu iluminar-se-á de uma só vez. Os cumes serrilhados dos telhados desenhar-se-ão à contraluz. O fragor será ensurdecedor, as estrelas jorrarão aos milhares, os “ais” de espanto às centenas.
Silêncio.
Um PUM anuncia o fim.
Texto: António Sá Gué
Imagem: João Costa

sábado, 17 de julho de 2010

Vem aí a festa do Carvalhal!

(clicar sobre a imagem para a ampliar)

Carvalhal é a povoação mais recente do concelho de Torre de Moncorvo.

No princípio eram terrenos agrícolas e alguns lameiros, pertencentes à freguesia do Felgar, além de quintas e algumas casas, isoladas ou em pequenos núcleos, como o "bairro do Moita", reminiscências dos velhos tempos mineiros. Depois vieram as grandes expectativas de arranque do Iron Ore Moncorvo Project, nos finais dos anos 70 e inícios da década de 80 do século passado. E foi como na "febre do ouro" do far-west: veio gente e fizeram-se mais casas. Primeiro umas bombas de gasolina e um café, depois oficinas e armazéns, mais tarde, um restaurante e uma discoteca... E mais casas, que os terrenos na vila eram caros e as minas vinham aí! - Não vieram, mas ficaram as pessoas e as casas. Aldeia-satélite (para outros, dormitório) da vila, mas onde pairam laivos "independentistas" em relação à sede da freguesia - o Felgar - a que continua a pertencer. Para fortalecer o bairrismo, faltava uma igreja, já que o campanário é, tal como na Idade Média, o símbolo aglutinador por excelência da comunidade. De traça moderna, embora utilizando o material geológico da zona (granito), o seu projecto de autoria da Arquitecta Ana Maria Rodrigues, ao serviço do município. A patrona da igreja tinha de ser Santa Bárbara, como convinha a um povoado nascido nas imediações (e nas expectativas) das minas, pois esta Santa é, universalmente, a protectora dos mineiros. Para aqui foi transferida a pequena imagem que estava na improvisada capela do bairro mineiro da Ferrominas.

E é em honra de Santa Bárbara que, tal como nos anos anteriores, se realiza, entre os dias 23 a 25 de Julho e com um prolongamento no dia 1 de Agosto, a Festa do Carvalhal. O programa das festas pode ver-se no cartaz editado em cima. - A não perder!

________

Nota: esta festa, tal como muitas outras, é realizada no período de Verão, por conveniência de envolver as pessoas que estão fora e vêm de férias, não coincidindo portanto com o dia que a Igreja dedica a esta mártir, o qual é 4 de Dezembro - ver mais em: http://www.ordeng.webside.pt/Default.aspx?tabid=1761).

Txt.: N.Campos

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tozé Martinho regressa a Torre de Moncorvo com a peça “Super Silva”

A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo promove no próximo dia 16 de Julho, Sexta-feira, mais um grande espectáculo com Tozé Martinho, no Cine-Teatro desta vila.
A peça intitulada “Super Silva” é uma comédia do autor Ray Cooney, produzida por Tozé Martinho e encenada por Miguel Dias.
O elenco desta peça é composto por actores bem conhecidos do público em geral, como Tozé Martinho, Miguel Dias, Patrícia Candoso, Florbela Menezes, Bruno Santos, Daniel Garcia e Ricardo Vieira.
Como é sabido, Tozé Martinho é originário do nosso concelho, pelo que, mais uma vez, está a "jogar em casa" - vamos divertir-nos com ele!
A não perder!

Programa "Aprende Brincando" para os mais pequenos

Teve início na passada Segunda-feira, dia 12 de Julho, o Programa Complementar Aprende Brincando, no Centro de Memória de Torre de Moncorvo.
A iniciativa partiu do Município de Torre de Moncorvo e tem como objectivo ocupar as crianças dos Jardins de Infância até ao final do mês de Julho.
O projecto funciona de Segunda a Sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 14h às 18h e para o efeito o Município decorou, a rigor, uma sala no Centro de Memória, onde se desenrolam as diversas actividades.

O Programa Aprende Brincando oferece aos pais uma solução para as férias das crianças, mantendo-as ocupadas por mais 3 semanas, enquanto estes desenvolvem a sua actividade profissional.

Para saber mais, ver: http://www.torredemoncorvo.pt/programa-complementar-aprende-brincando

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Cravina-brava


Cravina-brava ( Dianthus cintranus) em primeiro plano, com o fundo privilegiado de S. Leonardo de Galafura.
Estas imagens surgem como acompanhamento ao comentário que N. fez à postagem anterior sobre a flor azul.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Azul - silvestre


Almeirão (Cichorium intybus L.)

Do azul-celeste do Parapente para uma viagem mais rasante ao azul-silvestre desta flor.
Foto de João Costa
Local: Torre de Moncorvo
Data: 26/06/2010

7º Open internacional de parapente do Douro Superior


O clube de voo livre e aventura “Ares da Minha Serra” em parceria com a Federação Portuguesa de Voo Livre, promovem, de 22 a 25 de Julho de 2010, o 7º. Open Internacional de Parapente do Douro Superior, em Torre de Moncorvo.

Trata-se de uma competição da Federação Aérea Internacional que pontua para o Ranking Mundial de Pilotos.

Situada no coração do Nordeste Transmontano, no distrito de Bragança, Torre de Moncorvo é uma vila repleta de história e tradições. Desde o ano de 2002 que Torre de Moncorvo faz parte do roteiro de voo livre a nível internacional. São muitos os visitantes que se deslocam esta capital de concelho por ocasião dos eventos associados ao voo livre. Este evento tem o apoio da Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, Rádio Torre de Moncorvo, entre outros parceiros.

O Douro superior está repleto de descolagens que se encontram, na sua maioria, na linha montanhosa das Serras do Roboredo e Carvalhal e Lapinha.

Para quem é acompanhante da competição, a organização dispõe sempre de um programa alternativo de actividades desportivas, culturais e de lazer.

Acompanhe as nossas actividades e compareça na Serra do Roboredo para uma cobertura de um evento rica de cores e sensações nos céus de Torre de Moncorvo.

- Para mais informações, veja o "site" do Clube Ares da Minha Serra (está na coluna do lado direito deste blogue), ou então clique aqui: http://www.aresdaminhaserra.pt/

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Quadros da Emigração - Richmond Park

Mutilação

No topo da colina
sobranceiro e de vigia
mandou que me sentasse.


Tronco forte, robusto e
a brotar seiva,
mais orvalhada ainda
do que a do corte da cabaça,
tem mantido a compostura,
porque bebe nas raízes
da imponente e altiva árvore
que lhe deu a vida.
9 anos se escoaram:
chuva abundante,
neve e geada fria
trespassaram-no
todos os dias.



Agora, sento-me tranquila,
na verdura pascente,
a apreciar-lhe o miolo esfarelado
onde nascem cogumelos
a sugar-lhe o sangue todo
e que, inadvertidamente,
as crianças arrancam.



Assim, compadecida
do seu e do meu sofrimento
desço melhor à Origem
onde se enterra
nosso Tormento.
Isabel Mateus


Explosão de aroma

Erva-peixeira (Mentha cervina), em floração.


Esta planta, cada vez mais rara, ainda é utilizada no tempero dos peixes do rio. Pelo seu aroma, presta-se para afujentar certos animais indesejáveis, como os ratos. Aqui está um produto perfeitamente natural contra estes roedores.
Apesar da raridade, o seu cultivo é viável em vaso, jardins e hortas. Necessita de água e de umas aparadelas, de vez em quando, para rejuvenescer.

domingo, 11 de julho de 2010

Quadros da transmontaneidade (15)


O Arraial: a impaciência da descarga da meia-noite

As quatro silhuetas do conjunto vaguearão pelo palco sincronizando os movimentos com o ritmo da nova canção. O chalrar das guitarras subirá de tom. O vocalista anunciará a próxima. A quarta será lenta, convidará ao enlace de corpos. A massa infrene que há pouco deambulava pelo terreiro, e porque não tem par feminino, desaparecerá, aproveitará para matar a sede, que é sempre muita, no bar improvisado da comissão de festas.
E porque já passa da meia-noite e não de detectam sinais de estrondos lacrimejantes o mordomo-principal chamará ao alto-falante, e pela terceira vez consecutiva, o sr. pirotécnico. E os AND SO ON, como que para se fazerem ouvir, aumentarão o som, agora ao ritmo de um medley de influência brasileira.
– Atenção ao Sr. pirotécnico… atenção ao Sr. pirotécnico… – e o fogueteiro como que a criar impaciência combinada de véspera, ou evitar que o povo arrecolha à choça antes de tempo, não dá sinal de vida.
E o conjunto, sem descanso… sem parar… voltará aos ritmos animados. Voltará o bailarico, a às vezes a borrachice.
De repente, um morteiro.
- PUM!
As consciências, acrisoladas no tempo longo de monotonia e solidão, voltarão a ser postas à prova. O outão da Igreja iluminar-se-á pelo clarão. O povoléu, como que em transumância, afastar-se-á das paredes de cantaria, procurará locais centrais que lhe permitirão ver melhor a tão anunciada descarga.
-PUM! – Ribomba outro.

(Continua)

ANTÓNIO SÁ GUÉ
Imagem: João Costa

Proposta de férias-II (Foz do Sabor)

No seguimento da nossa proposta de férias, aqui ficam algumas delícias da Foz do Sabor:
Parque de merendas da Foz do Sabor, manhã cedo - várias mesas desertas, esperando pelo seu piquenique, com o Douro em plano de fundo...

Nas águas calmas do Sabor, perto da sua confluência com o Douro, um barco típico em momento de descanso...

O parque da Foz em dia de descanso, começa a animar... A esta hora está seguramente cheio de gente.

Pois é com estas embarcações que se pescam os famosos peixinhos da Foz. A bateira (lado esquerdo) serve para ajudar a esticar as redes...

Ah, e já cá estão eles na mesa... tudo a postos, - "pessoal, vamos para a mesa que a "peixada" vai começar!"

Coisas que fazem as delícias do nuestro amigo Ángel, como se pode ver dos ecos que chegam ao outro lado de lá: http://labodegadelasolana.blogspot.com/2010/07/trasosmontestierra-de-libertady-vino.html

Venham daí!

Txt. e Fotos de N.Campos

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Proposta de Férias-I (Torre de Moncorvo, vila)

Ora então com as férias a aproximarem-se (ou, porventura já iniciadas, para alguns), aqui fica a nossa proposta para uma visita.
Calor? "No problem!", há umas belas piscinas, ali para aquela zona que fica no canto superior direito. Há o parque de campismo e zona de lazer ao pé do Rio Douro, na Foz do Sabor. Há a frescura do parque de merendas da Santa Leocádia, no alto da serra do Roboredo, de onde foi captada esta vista aérea da muy nobre villa da Torre de Mencorvo....
Venha daí!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Canícula


Um empréstimo de Inverno para atenuar este bafo de Verão que nos desfaz em água.
Legenda e imagens: João Costa

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ROTA DO FERRO - pelos caminhos do Roboredo em BTT

Tal como aqui foi anunciado, realizou-se no passado dia 3.07.2010 um passeio de BTT (Bicicletas de Todo-o-Terreno), entre as minas da Carvalhosa e a Santa Leocádia.
Como se tratava de um percurso experimental, a adesão não foi a melhor, mas mesmo assim, dada a presença de dois veteranos nestas coisas, foi possível constatar que o trajecto proposto é perfeitamente exequível, apenas com 3 pontos de dificuldade maior, em termos de subidas, e duas ou três descidas acentuadas. Sendo relativamente fácil para quem está habituado a estas andanças, fica o aviso para os principiantes: preparem-se para "desmontar" em alguns pontos e levarem a "bike" ao lado (ah, e não esquecer do estojo de primeiros-socorros).
Digamos que objectivo principal da acção era demonstrar as potencialidades da serra do Roboredo para um desporto radical (amigo do ambiente, porque não é ruidoso), associado ao facto de aí se encontrar o grande jazigo mineral de Ferro, com amplos vestígios de exploração (minas da Carvalhosa, mina da Cotovia, etc.).

Há a acrescentar a beleza da área florestal (antiga mata nacional, agora gerida pelo município) em que impera uma grande mancha de carvalhos negrais (Quercus pyrenaica), assim chamados pela cor escura do tronco, embora, aqui seja conhecido por "carvalho branco" devido ao tom esbranquiçado da parte inferior das folhas.

Aqui fica a reportagem:
9:00h - Alguns participantes e organizadores, no alto das minas da Carvalhosa, onde foram recebidos por representantes da Junta de Freguesia do Felgar. Na Carvalhosa os técnicos do Museu fizeram uma breve explanação sobre as minas, sobretudo sobre a actividade realizada no século XX, pela empresa mineira Ferrominas.

9:00 h - Início do passeio cicloturístico, vendo-se a zona de exploração a céu aberto, onde as bancadas de extracção se encontram praticamente cobertas pela vegetação espontânea.
10:56h - Dois ciclistas no interior da mina da Cotovia ou da Portela, conhecida localmente pela mina do Zé Derreado devido à alcunha de um dos mineiros que aqui trabalhou, ainda nos anos 30 do séc. XX, com o engenheiro de minas alemão G. Schöenflick, por conta da Schnneider. Este consórcio internacional deteve uma parte significativa das minas de Moncorvo desde os finais do séc. XIX e a Segunda Grande Guerra, tendo realizado aqui amplos trabalhos de prospecção.

11:04h - Travessia de um dos trechos mais bonitos do percurso: a mata do Roboredo. Aproveitamos para informar que aos carvalhos deverá a serra do Roboredo o seu nome, pois os romanos chamariam indistintamente “quercus robur”, ou simplesmente “robur”, a estas árvores, o que comprova que o seu carácter autóctone.
Cerca das 12:30h - Na foto, um dos membros da organização e representante da Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, no final do percurso, no miradouro de Santa Leocádia.
Cerca das 13:00h - Aqui, no parque de merendas situado nas imediações da capela, teve lugar o repasto e confraternização com outros moncorvenses que já aí se encontravam noutro convívio.

A organização do evento coube ao Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, entidade suportada pelo município de Torre de Moncorvo em co-gestão com o PARM, sendo de destacar o apoio da Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, Associação Cultural de Torre de Moncorvo e colaboração das Juntas de Felgar e Felgueiras. Os organizadores agradecem ainda à MTI-Ferro de Moncorvo S.A. a autorização concedida para visita às minas.

Pretende-se futuramente que outras pessoas singulares ou colectivas, clubes de cicloturismo ou empresas de eventos, possam fazer este percurso, no sentido de se afirmar esta Rota do FERRO, pelos encantos do Roboredo.

Txt. e Fotos: N.Campos

Ver mais em:

domingo, 4 de julho de 2010

Quadros da transmontaneidade (14)

ARRAIAL: O Conjunto

As luzes do palco apagar-se-ão como que a marcar o início. O silêncio, durante breves segundos, aprofundará a ansiedade de muitos. Uns gemidos eléctricos sairão das trevas. Uns fumos rasteiros prepararão o ambiente de mistério que a letra da canção canta. A bateria explodirá numa batida forte que, para muitos, vem dos quintos-dos-infernos. As luzes explodirão numa sincronia de cores e sons. A rapaziada, cá em baixo, bem junto às colunas que debitam decibéis, abanar-se-á, se calhar como forma de protesto, ao ritmo da batida primária que o esforçado baterista faz sobressair. “A godalha da filha da Amélia continua aos saltos, lá no meio”, no dizer do povoléu que já sem espírito para se deixar enlevar por aqueles ritmos se mantém encostado às paredes que bordejam a praça e, no meio da populaça, vão descortinando, aqui e ali, as caras novas que aparecem nessa altura do ano.
A descarga da meia-noite aproxima-se, dirá o foguete que explodirá quando faltarem 15 minutos para a meia-noite.

(Continua)

ANTÓNIO SÁ GUÉ
Foto N.Campos/blogue TORRE.Moncorvo

quinta-feira, 1 de julho de 2010

ROTA DO FERRO, pelos caminhos do Roboredo em BTT

O Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, instituição co-gerida pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e pelo PARM, promove no próximo dia 3 de Julho (sábado), um passeio cultural em bicicleta, designado "ROTA DO FERRO/pelos caminhos do Roboredo em BTT".

Como se depreende, o percurso atravessará longitudinalmente a Serra do Roboredo (concelho de Torre de Moncorvo) desde as Fragas da Carvalhosa (antiga exploração mineira da Ferrominas) até à capela de Santa Leocádia/S. Bento, numa extensão de cerca de 11,5 km, pela cumeada da serra e pela vertente Norte, acima da meia-encosta, pelo chamado "caminho do meio", onde uma bela mancha florestal com árvores centenárias fornecerá a almejada sombra para mitigar o sol do final da manhã. A saída do alto das Fragas da Carvalhosa é às 9:00 horas e prevê-se a chegada para as 12:30h, no miradouro da capela de Stª. Leocádia/S. Bento, onde decorre o almoço, no parque de merendas, à sombra frondosa das árvores.


O objectivo da organização foi procurar "agarrar" um certo "turismo de nicho", pois há várias pessoas a praticar cicloturismo um pouco por toda a parte, incluindo a nossa região, pretendendo-se o fomento do desporto e a promoção turística do nosso património geomineiro, além de se dar a conhecer os encantos da serra do Roboredo e da paisagem que dela se avista.

Espera-se assim lançar percursos em redor da temática do Ferro, elemento distintivo de Moncorvo, rotas essas que podem depois ser exploradas por qualquer pessoa, individualmente ou em grupo (associações ou clubes), ou mesmo empresas do sector, numa perspectiva amiga do Ambiente (cicloturismo ou mesmo pedestreanismo), aliando a componente lúdica, desportiva e cultural. – Um complemento ao ar-livre para quem queira saber mais, depois da visita normal ao Museu.

Esta iniciativa conta com o apoio e colaboração da Juntas de Freguesia de Torre de Moncorvo, Felgueiras e Felgar e Associação Cultural de Torre de Moncorvo. A visita às minas foi autorizada pela MTI-Ferro de Moncorvo, SA, que está a realizar prospecções na zona das minas. A explicação sobre os antigos trabalhos mineiros realizados nesta zona, estará a cargo de funcionários do Museu.

O trajecto pode ser visto no seguinte link do GPSIES: http://www.gpsies.com/map.do?fileId=aplpcflszhmhkund

Mais informações sobre este assunto, podem ser vistas aqui:

http://www.torredemoncorvo.pt/passeio-btt-rota-do-ferro-pelos-caminhos-do-roboredo ou em:

http://parm-moncorvo.blogspot.com/2010/06/rota-do-ferro-pelos-caminhos-do.html