quinta-feira, 16 de junho de 2016
Jovem de Torre de Moncorvo vence prémio “Melhor Jovem Agricultor de Portugal 2016”
quarta-feira, 23 de maio de 2012
"Hortas comunitárias" em Moncorvo
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Tarde Ambiental e Agrícola no Museu
Arrancando ervas daninhas (evitando os herbicidas químicos), no canteiro das amendoeiras.
Transporte das ervas para o compostor, para se fazer adubo orgânico ("composto", vulgo "estrume")
Apanhando laranjas biológicas (estas não recebem tratamento químico) para sumo natural. http://www.torredemoncorvo.pt/museu-do-ferro-e-da-regi-o-de-moncorvo-promove-tarde-agricola e http://parm-moncorvo.blogspot.com/2011/04/tarde-agricola-nos-jardins-do-museu.html
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Da oliveira ao lagar - é tempo de azeitona nas nossas terras
Natal, tempo de Paz. Eis a árvore da Paz.Robusta, de carcomido tronco sobre um muro ancestral, à beira de um caminho, lá para as bandas da Açoreira, ela viu decerto passar aí muitas gerações... Muitas gerações se alumiaram com o combustível de seu fruto, muitas gerações ela alimentou, parcos manjares de pão e azeitonas, ou em dias de festa, algo melhor estrugido no produto natural, antes dos óleos de sabe-se lá do quê...
"Verde foi meu nascimento / de luto me vesti / para dar a luz ao mundo / mil tormentos padeci" - era uma adivinha que as avós propunham aos netos, em noites de serão à lareira, alumiadas à luz da candeia (outrora de azeite, mas que depois passou a ser a "pitróil", antes da electricidade). Como se foi transformando essa "luz" do mundo... Por isso as crianças de hoje não acertariam. Como não acertariam por não saberem os tormentos por que passa a azeitona, esmagada pelas pesadas pedras tronco-cónicas do lagar, inicialmente puxados por animais ou pela força hidráulica, e, finalmente, pela energia a Diesel... Mesmo hoje, nos lagares biológicos, o tormento lá está, até chegar ao prato a regar o bacalhau e as batatas em noite de Consoada...
Finalmente as camionetas, carrinhas e tractores com seus atrelados carregados de sacos da preciosa azeitona, chegam ao Lagar. Este ano foi primeiro o frio, depois a chuva, agora de novo o frio. A "safra" deste ano está a chegar ao fim, mas o lagar continua a laborar noite e dia, por turnos. Outrora, sobretudo em terras mais frias, não se apanhava muita azeitona antes do dia de Santa Luzia (13 de Dezembro), e dizia-se que quem a colhesse antes, deixava azeite no olival. Agora não há gente para a função, e quanto mais tarde se começar, mais azeite se deixa, a posteriori... Não há gente. As jeiras estão caras. Só compensa se forem os próprios a apanhá-la, dizem. Agora apareceram os búlgaros, ao que parece vindos de Espanha, dos campos da Andaluzia, que para lá a crise está pior. Estes nómadas do trabalho são o novo proletariado agrícola do século XXI... Pagam-lhes ao Kg, pois se fosse à jeira por dia não faziam nada - são as vozes que se ouvem...
E para quem queira saber mais sobre a Oliveira, a Azeitona e o Azeite, tem que ler os números da "Ouro Virgem", revista do Museu da Oliveira e do Azeite de Mirandela (em cima, a capa do último número). Mirandela e a chamada Terra Quente trasmontana ("quente" só no Verão, entenda-se) integram uma rota chamada "Terra Olea", que se aglomera outras regiões oleícolas da Europa Mediterrânica e Norte de Àfrica. Com prestigiados colaboradores, como o grão-mestre da Confraria dos Gastrónomos e Enófilos de Trás-os-Montes e Alto Douro, Engº. António Manuel Monteiro, o botânico e prof. da UTAD José Alves Ribeiro, tem como director e editor o Dr. Roger Teixeira Lopes. terça-feira, 21 de setembro de 2010
Vindima
domingo, 19 de setembro de 2010
Quadros da Emigração - Imigração
Aguarela de Cristina Borges Rocha
O Malapeira: personagem de Outros Contos da Montanha e símbolo do apego ao terrunho.
terça-feira, 13 de abril de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Conforme as Estações
No Verão as montanhas
Espreguiçam-se na sua imensidão
O céu confunde nas suas entranhas
O amarelo do trigo com sofreguidão
O trigo ceifado
As folhas mortas cobrem o chão
Com as primeiras águas ainda de Verão
Os homens rasgam a terra apoiados ao arado
Caem as geadas certeiras
Rompe o dia com ar cortante
No entanto, com carácter persistente e entusiasmante
As azeitonas são apanhadas das oliveiras
A neve derretida
Brilha o sol no ar
Forçando as amendoeiras a desabrochar
E derramando-se o perfume como coisa prometida.
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Assim aparece Trás-os-Montes… (Isabel Mateus, Évora,1987)
Este foi o poema com que, aos 18 anos, retratei o Portugal rural transmontano, a Minha Terra, no Alentejo, no Jornal de Parede do Lar dos Trigais da Ordem das Doroteias. Poema singelo, descritivo, a emanar autenticidade, brilho e, principalmente, a determinação, coragem e o sacrifício das suas gentes. Talvez por isso, para as recompensar do trabalho árduo e constante ao longo das estações do ano, não considerei a correria desenfreada das águas das ribeiras, nem a “Rebofa”, que este ano, como noutros, também por estes lados acontecem. Pelo contrário, a ênfase recaiu de supetão na essência de Trás-os-Montes: a flor branca ou ligeiramente rósea das amendoeiras.Afinal, elas são a metamorfose do homem transmontano!
Vale a pena visitar Trás-os-Montes, o homem e a sua flora nesta época do ano!...
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Textos de: ISABEL MATEUS
Fotografias: JOÃO PINTO V. COSTA




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