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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Pilar de Ferro

Conhecem aqui alguém?
( Foto de Nando Costa - Clicar para AMPLIAR)
 A propósito da representação de "A viagem do elefante", encenada no passado sábado em Figueira de Castelo Rodrigo, aqui ficam foto e texto que recebemos de Camané Ricardo (membro do grupo Alma de Ferro, também participante):
«Em 1986, Pilar del Río conhece o escritor português José Saramago, após ter lido todos os seus livros publicados em espanhol e ter pedido para o conhecer pessoalmente . Dois anos mais tarde, em 1988, casam-se e decidem viver em Lisboa, mudando-se posteriormente, a partir de 1993, para a ilha espanhola de Lanzarote, nas Ilhas Canárias. Permaneceu ao seu lado até à sua morte em 2010. Foi, também, a tradutora para a língua espanhola de vários romances de José Saramago. Em 2010, após a morte do marido requereu a nacionalidade portuguesa, tendo posteriormente obtido esta. - Em 2013 conhece o grupo de teatro Alma de Ferro (de Moncorvo) em Figueira de Castelo Rodrigo» >>> ver FOTO acima (de autoria de Nando Costa, Figueira de Castelo Rodrigo).

segunda-feira, 5 de março de 2012

Livro: "Santos Júnior e os intelectuais galegos - epistolário"

Momento inicial da apresentação do livro
No âmbito das festividades da Amendoeira em Flor, teve lugar no passado sábado, dia 3 de Março, no auditório da Biblioteca Municipal, mais um evento cultural promovido pelo município de Torre de Moncorvo: a apresentação do livro "Santos Júnior e os intelectuais galegos - epistolário", de autoria do Prof. Doutor Isaac Alonso Estraviz, editado pela Fundação Meendinho (Galiza), com patrocínio da diputación provincial de Ourense.
A abertura da sessão solene coube ao Presidente da Câmara de Moncorvo, tendo felicitado o autor por esta publicação, salientando que a mesma teve por base o espólio documental do Professor Santos Júnior, oferecido pelos seus herdeiros ao município, e que se encontra devidamente acondicionado e preservado no Centro de Memória de Torre de Moncorvo.
Seguidamente, em nome da família do Professor Santos Júnior, o Sr. Norberto Santos também se congratulou pela publicação, que vem tornar patente o imenso carinho que seu pai tinha pela Galiza, e os fortes laços de amizade com investigadores e intelectuais do noroeste peninsular, com quem se correspondia regularmente, trocando também as suas publicações.

O autor, Isaac Alonso Estraviz, durante a apresentação

De seguida, o autor, Isaac Alonso Estraviz, começou por oferecer ao Centro de Memória uma gravação (audio) com a voz de Santos Júnior durante uma homenagem que lhe foi feita na Universidade de Santiago de Compostela, em 1962, por iniciativa de seu amigo Otero Pedrayo, um dos muitos intelectuais galegos com quem mantinha correspondência, como se vê epistolário agora editado. Isaac Estraviz referiu-se largamente à luta pela afirmação da língua galega por essa geração de que Santos Júnior fez parte, desde os anos 20 e 30 do séc. XX, prolongando-se ainda pelas décadas seguintes. Essa geração, que tinha por referência Rosalía de Castro, a quem Santos Júnior chamava a "santa Rosalía" ou a "Santinha" das letras galegas, teve vultos da maior importância, quer no ambito da Literatura, como da Etnologia, História e Arqueologia, tais como Vicente Risco (1884-1963), Florentino Lopez Cuevillas (1901-1973), Joaquim Lorenzo Fernandez, Taboada Chivite, Figueira Valverde, todos representados neste epistolário, além de muitos outros.

O livro, de 784 páginas, inclui, na parte introdutória, uma interessante nota biográfica de Santos Júnior, de autoria de sua neta, a Prof. Doutora Ana Maria Santos Hübner. Segue-se uma abordagem à sua obra, por Isaac Estraviz, em que põe em evidência a sua relação com o meio cultural galego, sobretudo antes de enveredar pelos estudos ultramarinos, quer em Moçambique, quer em Angola. Na parte do Epistolário a correspondência foi organizada por remetente/destinatário (houve algumas recolhas em arquivos galegos), de forma cronológica. capa do livro

Importa referir que Joaquim Rodrigues dos Santos Júnior (1901-1990) era natural de Barcelos, mas viria a manter uma longa relação com Torre de Moncorvo, em virtude do seu casamento (em 1920) com uma moncorvense, a Srª. D. Judite Campos, filha do proprietário da Quinta Judite, cuja casa ainda hoje se mantém na posse da família. Desde então repartia as suas estadias entre Águas Santas (Maia), onde possuía a Quinta da Caverneira, e a casa de Moncorvo, aqui sobretudo nas férias. Tendo-se licenciado em medicina, viria a ser professor catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e deixou uma extensa obra como zoólogo, ornitólogo, antropólogo, etnógrafo e arqueólogo. A sua biblioteca e abundante espólio documental viria a ser doado pela Família, ao Centro de Memória de Torre de Moncorvo, nos anos 90 do século XX.

Quanto ao organizador da obra, Isaac Alonso Estraviz, nasceu na Galiza em 1935, sendo licenciado em Filosofia pela Universidade de Comillas, em Filosofia e Letras e em Filologia Românica pela Univ. Complutense de Madrid, diplomado em Cultura e Língua Portuguesa pela Universidade de Lisboa e Doutorado em Filologia Galega pela Universidade de Santiago de Compostela. Leccionou Língua e Literatura Galegas em Madrid e na Galiza. Desde os anos 90 foi professor associado da Universidade de Vigo. É membro da Comissão Linguística da Associação Galega da Língua, Vice-Presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa, do conselho de redacção da revista Agália e do Boletim da Academia Galega de Língua Portuguesa (AGLP). É autor das seguintes obras: Dicionário de Língua Galega, Estudos Filológicos Galego portugueses e do Dicionário de Língua Galego-portuguesa, Os Intelectuais Galegos e Teixeira de Pascoais – Epistolário, e Eugénio de Castro e a Galiza – Epistolário ambos com a colaboração de Eloísa Álvarez.

Txt. e fotos de N.Campos

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Assis Pacheco evocado por Rogério Rodrigues

(clicar para AMPLIAR)
"Conheceram-se em 1974, em Torre de Moncorvo, e a partir daí tudo ou quase tudo mudou na vida de Rogério Rodrigues, poeta e jornalista, por culpa de Assis Pacheco, com o qual viria a criar a Heptágono [revista]. O olhar íntimo de quem foi visita regular da travessa do Patrocínio [morada de Assis Pacheco]" - é assim que a revista LER introduz o depoimento do nosso conterrâneo e Amigo Rogério Rodrigues, no seu último número (nº 110, Fevereiro/2012).
Entre outros olhares sobre o igualmente jornalista e escritor Assis Pacheco, dispersos ao longo da revista, avulta o de Rogério Rodrigues, que teve o privilégio de conhecer, trabalhar e privar com o homenageado. E começa assim:
"1 - Primeiro encontro: Em Fevereiro de 1974, dava eu a disciplina de Português na Escola Secundária de Torre de Moncorvo, cujo director era A.M. Pires Cabral. Um dia, o Assis bateu à porta da escola. Anunciou-se. Ouvira falar de mim ao Afonso Praça (também natural do concelho de Moncorvo), seu amigo e camarada de muitas andanças. Vinha fazer uma série de reportagens sobre Moncorvo, Terra Quente, para o jornal República. (...)" - fica por conta dos nossos leitores conhecer o resto, lendo... a LER.
Felicitamos Rogério Rodrigues por este belo testemunho, e por, através dele e da verdade dos factos, colocar Moncorvo no mapa de uma revista da qualidade da LER.
Fernando Assis Pacheco (há ainda quem se lembre dele, sobretudo devido à prolongada presença, como concorrente, no famoso programa de Raúl Solnado "A visita da Cornélia", nos tempos da RTP a preto e branco, nos idos dos finais dos anos 70), além de jornalista e cronista, foi escritor de relevo, com uma obra poética da maior importância, que tem vindo a ser estudada e reunida. A homenagem da LER vem a propósito do lançamento recente de uma biografia, de autoria de Nuno Costa Santos, de que aqui apresentamos a capa e badana, com foto de Assis Pacheco:

Para saber mais sobre esta obra e sobre Assis Pacheco, deve ler também este depoimento (post) do nosso Amigo José Albergaria, no seu blogue: http://weber.blogs.sapo.pt/1570375.html

domingo, 29 de agosto de 2010

Centro de Memória recebe exposição de Dario Alves

Exposição - Dario Alves


Decorreu no passado Sábado a inauguração da exposição retrospectiva de Dario Alves no Centro de Memória de Torre de Moncorvo, conforme já foi anteriormente anunciado. Clique na imagem acima para aceder a uma breve reportagem fotográfica do evento.

Mais informações sobre o autor e exposição:
- http://darioaugustoalves.blogspot.com/
- http://www.torredemoncorvo.pt/centro-de-memoria-recebe-exposic-o-de-pintura-de-dario-alves
- http://www.museudodouro.pt/destaques,0,219.aspx

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Exposição de Pintura de Dario Alves, é no Sábado!

É inaugurada no próximo Sábado, dia 28 de Agosto, pelas 11:00 horas, no Centro de Memória de Torre de Moncorvo, a exposição de Pintura de Dario Alves, numa co-realização do Museu do Douro e da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo.
Há a salientar que Mestre Dario Alves, natural de Torre de Moncorvo (mais especificamente com origem em Maçores), é um dos nomes grandes da Arte Contemporânea em Portugal, tendo sido Professor e Director da ESBAP (Escola Superior de Belas Artes do Porto).
A não perder!
Para saber mais, ver: http://www.torredemoncorvo.pt/centro-de-memoria-recebe-exposic-o-de-pintura-de-dario-alves

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Fadista Joana Costa (en)cantou no Felgar

Momento do espectáculo - a fadista acena à multidão
Embora sendo natural de Torres Novas, Joana Costa tem origens no Felgar, de que guarda boas recordações da sua infância e adolescência, como fez questão de referir durante a sua actuação, no passado sábado, tendo, inclusive, dedicado uma canção ao avô que já não conheceu.
Vencedora do Prémio Amália 2010, Joana canta desde muito cedo, tendo participado aos 16 anos numa revista realizada na Chamusca.

Pessoas de todas as idades (com alguns familiares embevecidos) assistem em silêncio...
Como já se escreveu, esta fadista é "detentora de uma grande energia em palco e de um invulgar poder de interacção com o público", o que foi notório para quem a viu e ouviu cantar no recinto do Santuário da Senhora do Amparo. A sua simplicidade, grande à vontade, a par de uma voz extraordinária e excelente presença em palco, conseguiram "agarrar" a multidão que "colaborou" em alguns fados, cantando também e batendo palmas.
Joana Costa, em grande estilo.
É já detentora de um grande palmarés, a nível nacional e internacional, com actuações, por exemplo, em Istambul (Turquia), Àustria e Espanha, em representação de Portugal. Por cá, destaque para o facto de ter sido convidada especial numa homenagem a Maria Amélia Proença, realizada no Museu do Fado, e por iniciativa da APAF (Associação Portuguesa dos Amigos do Fado).
Momento da oferta de uma recordação do Felgar, com um pucarinho, o ex-libris da freguesia

Os temas que interpretou no passado Sábado eram sobretudo do seu álbum "Recado" lançado em 2008, com letras de António Lobo Antunes, Tiago Torres da Silva, António Torre da Guia, Pedro Homem de Mello, Ferrer Trindade, Fernando Perez e Carlos Ary dos Santos. O acompanhamento musical esteve a cargo de Samuel Cabral (guitarra portuguesa), Nelo Garcia (viola) e Filipe Teixeira (contrabaixo).

Por: N.Campos e Rómulo Duque (fotografias)

Sobre Joana Costa, ver mais: